

ANP monitora abastecimento de combustíveis na Região Norte para reduzir riscos logísticos durante o período de estiagem | Foto: Reuters/Sergio Moraes
05 de julho de 2026 – A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que já está monitorando o abastecimento de combustíveis na Região Norte durante o período de estiagem. A medida tem como objetivo minimizar possíveis impactos ao abastecimento nacional diante do risco climático associado ao El Niño em 2026.
A preocupação está relacionada à redução da navegabilidade dos rios, que pode afetar a logística de transporte de combustíveis em estados da região, onde o modal fluvial é essencial para o abastecimento.
“A atuação preventiva da ANP busca antecipar riscos logísticos decorrentes da redução da navegabilidade dos rios da Região Norte, contribuindo para a segurança do abastecimento nacional de combustíveis”, explicou a agência em nota.
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A partir do dia 7 de julho, a ANP participa do início dos trabalhos da sala de acompanhamento coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
O grupo será responsável por monitorar a situação da Região Norte durante o período de seca, avaliando riscos, planos de contingência e medidas necessárias para preservar o abastecimento.
Segundo a agência, a iniciativa integra o trabalho preventivo realizado desde 2023 para acompanhar a oferta de combustíveis na região durante a estiagem.
“Essa iniciativa é parte do trabalho preventivo que a ANP vem fazendo, desde 2023, de acompanhamento do abastecimento de combustíveis na Região Norte durante o período de estiagem. Até hoje, a agência acompanhou as duas maiores secas da história já registradas na região, sem que fossem verificadas ocorrências de desabastecimento de combustíveis”, informou a ANP.
Participam do acompanhamento, junto com a ANP, empresas como Amazongás, Fogás, Atem, Vibra, Raízen, Ipiranga, Equador, Ream e Petrobras.
Os planos encaminhados pelos agentes estão em análise pela agência e servirão de base para a elaboração do Relatório de Abastecimento da Região Norte 2026.
Entre os dias 6 e 10 de julho, a ANP realizará reuniões individuais com essas empresas para discutir os planos de contingência apresentados, avaliar as ações previstas e identificar eventuais medidas adicionais.
A ANP vai solicitar os planos de contingência dos principais agentes responsáveis pelo abastecimento da Região Norte.
Também serão realizadas reuniões técnicas para análise das ações previstas e consolidação das informações em relatório específico sobre o abastecimento regional.
O documento deve considerar as principais medidas adotadas pelas empresas, identificar pontos de atenção, apontar oportunidades de melhoria e indicar eventuais ações necessárias para manter a oferta de combustíveis durante o período de estiagem.
Segundo a ANP, o trabalho de acompanhamento é iniciado todos os anos ainda no primeiro semestre, antes do período mais crítico da seca.
Para 2026, a agência já solicitou a apresentação dos planos de contingência dos principais agentes que atuam no abastecimento da Região Norte.
A medida busca evitar problemas logísticos em áreas que dependem fortemente dos rios para transporte de combustíveis e outros insumos essenciais.
A agência também participou de reuniões coordenadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para elaboração dos planos de contingência dos sistemas isolados de energia elétrica.
As discussões incluíram os estados do Amazonas, em reunião realizada em 22 de junho de 2026, e Acre e Rondônia, em encontro no dia 1º de julho de 2026.
A integração entre órgãos públicos e empresas do setor é considerada essencial para reduzir riscos de desabastecimento e garantir resposta rápida em caso de agravamento das condições climáticas.
O El Niño pode influenciar padrões de chuva e intensificar períodos de estiagem em determinadas regiões do país.
No Norte, a redução no nível dos rios compromete a circulação de embarcações e pode dificultar o transporte de combustíveis para municípios mais afastados.
Com o monitoramento preventivo, a ANP busca antecipar cenários críticos, organizar informações dos agentes do mercado e apoiar ações coordenadas para manter a segurança do abastecimento durante a seca.
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