

China apresenta arma a laser portátil desenvolvida para abater drones de guerra em operações de campo | Foto: divulgação: Harbin Xinguang Optic-Electronics Technology
24 de junho de 2026 – A China apresentou uma nova arma a laser portátil capaz de abater drones de guerra em poucos segundos. O equipamento foi exibido durante a Exposição de Equipamentos e Tecnologia de Informação de Defesa 2026, realizada em Pequim, em um evento militar com duração de três dias.
A série Lijian, que significa “espadas afiadas”, foi desenvolvida pela fornecedora chinesa de defesa Harbin Xinguang Optic-Electronics Technology. Segundo informações divulgadas pelo jornal South China Morning Post, o sistema utiliza lasers de alta energia para neutralizar drones a distâncias que podem chegar a 1.200 metros, dependendo do modelo.
As armas a laser vêm ganhando espaço em estratégias de defesa por serem consideradas eficazes contra veículos aéreos não tripulados, os chamados VANTs. Além da precisão, esse tipo de tecnologia pode reduzir custos operacionais em comparação com o uso de munições, mísseis portáteis ou artilharia convencional.
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O principal diferencial da nova arma chinesa está na portabilidade. Os modelos apresentados possuem apenas três componentes principais: um emissor de laser, um resfriador de ar e um terminal de controle portátil.
Esses itens podem ser armazenados e transportados em uma bolsa, permitindo deslocamento por soldados em operações de campo.
O modelo Lijian II pesa cerca de 30 quilos, enquanto o Lijian III tem aproximadamente 25 quilos. A redução de peso torna o sistema mais flexível para uso em unidades militares menores, especialmente em cenários de deslocamento rápido.
Os drones se tornaram elementos centrais em conflitos recentes, sendo usados para reconhecimento, ataque, vigilância e apoio tático. Por isso, sistemas antidrone passaram a ser prioridade para forças militares em diferentes países.
As armas a laser atuam ao direcionar energia concentrada contra o alvo, danificando componentes sensíveis e podendo incinerar drones ainda no ar.
A tecnologia apresentada pela China busca oferecer uma resposta mais barata e ágil contra esse tipo de ameaça, especialmente em comparação com interceptações feitas por mísseis ou munições convencionais.
Os modelos portáteis Lijian II e Lijian III têm alcance de ataque de até 500 metros, segundo as informações divulgadas. Já o modelo de posição fixa da Xinguang, o Lijian-10G, pode atingir drones a até 1.200 metros.
Ambos os modelos portáteis possuem ângulo de inclinação superior a 90 graus, o que permite maior flexibilidade para acompanhar e abater alvos em diferentes posições no céu.
Essa capacidade é considerada importante em ambientes de combate, onde drones podem se aproximar de várias direções e altitudes.
Para o analista militar Song Zhongping, ex-instrutor do Exército de Libertação Popular, a nova arma pode funcionar como equipamento de apoio direto para tropas em operações terrestres.
“Esta nova arma pode servir como equipamento de apoio orgânico para unidades de campo, particularmente nos níveis de esquadrão e pelotão, para proteger as tropas de ataques de drones a um custo menor do que mísseis portáteis”, afirmou Song Zhongping.
Segundo o especialista, sistemas antidrone miniaturizados baseados em laser podem ser implantados de forma flexível por soldados individuais, criando núcleos improvisados de defesa aérea no campo de batalha.
A apresentação da arma ocorre em um contexto de avanço acelerado das tecnologias militares voltadas ao combate de drones. Países têm investido em radares, sistemas eletrônicos, interceptadores e lasers para neutralizar ameaças aéreas de baixo custo.
No caso chinês, a aposta em sistemas portáteis reforça a busca por soluções que possam ser utilizadas não apenas em bases fixas, mas também por tropas em deslocamento.
A novidade apresentada em Pequim mostra como a guerra moderna passou a exigir respostas rápidas, móveis e tecnologicamente sofisticadas diante do uso crescente de drones em conflitos.
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