

Deputado estadual Val Ceasa é alvo de operação do MPRJ que apura suposta ligação de investigados com a facção TCP, no Rio de Janeiro | Fotomontagem feita com auxílio de IA
18 de junho de 2026 – O deputado estadual Val Ceasa (PRD) e o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses Marins (União Brasil) foram alvos, nesta quinta-feira (18), de uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) que apura suposta ligação dos investigados com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
Ao todo, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). As diligências ocorreram na sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa, em imóveis ligados aos investigados na capital fluminense e também no Espírito Santo.
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Segundo o MPRJ, a investigação foi aberta após surgirem indícios de que parlamentares teriam buscado informações junto à Polícia Militar sobre uma operação sigilosa voltada à demolição de imóveis supostamente utilizados pelo TCP em Parada de Lucas, no chamado Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio.
De acordo com as apurações, os investigados teriam usado influência política para defender que os imóveis eram destinados à prestação de serviços sociais. O Ministério Público, no entanto, afirma que as investigações indicaram que essa versão não corresponderia à realidade.
Ainda conforme o órgão, a atuação dos investigados teria contribuído para o adiamento da operação policial que visava demolir estruturas ligadas à organização criminosa.
Além de Val Ceasa e Ulisses Marins, um ex-assessor parlamentar, atualmente funcionário de uma empresa pública de energia, também foi alvo da operação.
A ação é conduzida por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ e da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (Ciafor) da Polícia Civil.
A Alerj informou que acompanha a operação e afirmou estar colaborando com as autoridades. Em nota, a Casa disse que reforça “seu compromisso com a transparência” e que está à disposição para prestar a colaboração necessária ao andamento das investigações.
Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. Segundo a administração, atos de nomeação publicados em novembro de 2025 foram tornados sem efeito dias depois.
A prefeitura também informou que, desde 2021, mantém um setor vinculado à Secretaria Municipal de Integridade responsável por analisar nomeações para cargos públicos e que a indicação de Ulisses Marins teria sido reprovada.
Até a publicação das informações iniciais, as buscas estavam em andamento. A CNN Brasil informou que tentava localizar as defesas de Val Ceasa, Ulisses Marins e do ex-assessor parlamentar citado na investigação.
Como o caso ainda está em apuração, os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório. A operação busca reunir documentos, equipamentos e informações que possam esclarecer a suposta relação dos alvos com interesses ligados ao TCP.
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