

Carlo Ancelotti inicia preparação da Seleção Brasileira nos Estados Unidos e demonstra confiança na conquista do hexacampeonato | Foto: Rafael Ribeiro/CBF
04 de junho de 2026 – O técnico Carlo Ancelotti iniciou a preparação da Seleção Brasileira nos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026 demonstrando confiança na busca pelo hexacampeonato. Mesmo com o amistoso contra o Egito pela frente, o treinador já avalia os adversários da fase de grupos e trabalha para elevar o nível de exigência do elenco.
Em entrevista ao ex-jogador Paulo Roberto Falcão, no Canal do Duda Garbi, Ancelotti afirmou acreditar no título brasileiro e defendeu que uma expectativa alta pode aumentar a motivação dos atletas.
“Acho que sim (vamos ganhar). Quero criar uma expectativa alta nos meus jogadores. Quando a expectativa é alta, a motivação é maior”, declarou.
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Ancelotti afirmou que pretende usar o período de treinos nos Estados Unidos para trabalhar especialmente o lado mental dos jogadores. Para o treinador, o talento ofensivo da Seleção só será bem aproveitado se o time atuar de forma compacta, solidária e organizada.
“Você aproveita o talento só se tem uma equipe sólida e compacta. É o trabalho que temos que fazer e vamos fazer. O aspecto mental é muito importante, os jogadores precisam ser altruístas, humildes, trabalhar forte para fazer uma coisa, colocar a qualidade que cada um tem para o time”, destacou.
O italiano também indicou que pretende manter uma formação com linha de quatro defensores, dois volantes, atacantes abertos e dois jogadores ofensivos por dentro, modelo já utilizado durante sua passagem pela Seleção neste ano.
Ao comentar os desafios de comandar um grupo de alto rendimento, Ancelotti foi direto ao dizer que a maior dificuldade de um treinador é lidar com jogador que não trabalha com intensidade.
“O jogador preguiçoso é muito difícil administrar. O preguiçoso não tem que jogar. Vai para o banco. Preguiçoso que não trabalha bem não pode jogar futebol para mim”, afirmou.
Apesar da declaração, o técnico garantiu que não identifica esse perfil entre os convocados da Seleção Brasileira.
O Brasil estreia na Copa do Mundo contra Marrocos, no dia 13 de junho. Depois, enfrenta Haiti e Escócia. Ao analisar os adversários do grupo, Ancelotti apontou a seleção marroquina como a mais difícil da chave, especialmente pela organização defensiva.
“Marrocos é uma equipe muito bem organizada a nível defensivo, uma das equipes mais importantes da África, muito sólido defensivamente. Fazer gol no Marrocos não é tão fácil, tem que jogar bem na frente. Haiti e Escócia são equipes mais físicas, com menos qualidade individual que Marrocos, apoiam muito o jogo no aspecto físico”, avaliou.
O treinador também comparou as principais candidatas ao título e citou França, Brasil, Argentina, Espanha e Portugal entre as seleções mais fortes do Mundial.
“As equipes mais fortes têm qualidades individuais extraordinárias, França, Brasil, Argentina é mais uma equipe sólida, Espanha e Portugal têm muita qualidade no meio-campo. São equipes com características diferentes”, disse.
Ancelotti também comentou a convocação de Neymar para a Copa do Mundo. O treinador afirmou que decidiu chamar o camisa 10 depois de observar sua sequência de jogos pelo Santos após a Data Fifa de março.
“O momento que ele começou a jogar com continuidade no Brasileiro. No último período, depois da Data Fifa de março, em abril ele jogou com continuidade e com um bom nível”, explicou.
O técnico reconheceu que sentiu nas ruas o clamor popular pela presença do craque na Seleção, mas negou que isso tenha influenciado sua decisão.
“Sim, sentia (o clamor). Por todos os lados, estádios, aeroportos, restaurantes, tudo. Não (convocou por isso), certamente não. É normal, assim você pode entender como futebol é importante neste país. Acho que o amor que o povo tem pela Seleção é único. Não há nenhum outro país no mundo que tem esse amor pela Seleção. Neste aspecto, o Brasil é único”, afirmou.
A Seleção Brasileira está nos Estados Unidos para a reta final de preparação antes da estreia na Copa. Antes de enfrentar Marrocos, o Brasil disputará amistoso contra o Egito, em jogo que servirá para os últimos ajustes da equipe.
Com elenco completo, confiança do treinador e expectativa elevada, o Brasil inicia a caminhada no Mundial tentando transformar talento individual, organização coletiva e força mental em resultado.
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