

Startup cearense Biovalor vence prêmio nacional ao transformar bagaço de malte da indústria cervejeira em ração funcional para a pecuária leiteira familiar do Semiárido | Foto: divulgação
26 de maio de 2026 – A startup cearense Biovalor venceu o Prêmio Impacta Mais na categoria voltada a cadeias sustentáveis e economia circular. Sediada em Fortaleza, a empresa foi reconhecida por transformar o bagaço de malte da indústria cervejeira em ração funcional para a pecuária leiteira familiar do Semiárido.
A solução busca reduzir custos para pequenos pecuaristas, reaproveitar resíduos agroindustriais e contribuir para a descarbonização da cadeia produtiva. A premiação integra a programação do Impacta Mais – Fórum de Economia de Impacto, realizado em São Paulo.
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Por meio de biotecnologia, pré-secagem e peletização, a Biovalor realiza o aproveitamento de até 200 toneladas anuais de resíduos. A tecnologia tem potencial de reduzir em até 20% os custos alimentares dos produtores e aumentar em até 15% a produtividade leiteira.
A proposta combina economia circular, inclusão produtiva, segurança alimentar e adaptação climática, com foco em soluções desenvolvidas no Nordeste para desafios enfrentados por produtores familiares do Semiárido.
“Receber esse prêmio representa um reconhecimento muito importante do potencial transformador da bioeconomia aplicada à pecuária do Semiárido. Também reforça que é possível unir inovação, sustentabilidade e inclusão produtiva por meio de soluções que geram impacto socioambiental nos territórios. Esse reconhecimento fortalece nossa trajetória enquanto negócio de impacto socioambiental e amplia a visibilidade de iniciativas inovadoras desenvolvidas no Nordeste brasileiro, especialmente aquelas voltadas à economia circular, pecuária familiar, segurança alimentar e adaptação climática”, afirma Ênio Girão, sócio e coordenador de projetos da Biovalor.
O Prêmio Impacta Mais é realizado pela Companhia de Impacto e pela Certificadora Social. Em sua primeira edição, a iniciativa busca dar visibilidade a projetos, negócios e organizações que colocam o impacto social e ambiental no centro de sua atuação econômica.
Ao todo, o prêmio recebeu inscrições de mais de 80 iniciativas de todo o Brasil, com projetos voltados ao enfrentamento de desafios sociais, ambientais e econômicos.
“Ver o nível dos projetos inscritos nesta primeira edição nos dá a certeza de que a economia de impacto no Brasil já é uma realidade madura e vibrante. Premiar iniciativas como essas reforça o nosso compromisso de dar visibilidade e escala a soluções que unem viabilidade financeira e transformação social e ambiental profunda, mostrando que o futuro dos negócios passa, obrigatoriamente, pela sustentabilidade e pela regeneração”, afirma Pablo Handl, sócio-fundador e diretor do Impact Hub São Paulo, organização por trás do Impacta Mais.
Além da Biovalor, outros negócios de impacto foram reconhecidos em diferentes categorias. Entre os premiados estão Infinito Mare, de São Paulo, em Negócio de Impacto do Ano e Economia Azul e Soluções Baseadas na Água; Generation Brasil, de São Paulo, em Inclusão Produtiva e Desenvolvimento Territorial; e Mais1Code Educação Tecnológica, também de São Paulo, em Inteligência Artificial e Tecnologia para Impacto.
Também foram premiadas a Associação Estímulo 2020, de São Paulo, em Investimento de Impacto Socioambiental; SOMA Negócios Inclusivos, em Negócios de Impacto e Governo; e Kaatech, do Pará, em Inovação Climática, Bioeconomia e Transição Energética.
O Impacta Mais 2026 reuniu, durante dois dias, debates sobre inovação, sustentabilidade, negócios de impacto e investimentos com propósito. Organizado pelo Impact Hub São Paulo, empresa que integra o grupo Companhia de Impacto, o evento ocorreu nos dias 20 e 21, no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo.
A programação contou com público superior a 3 mil participantes e mais de 150 palestrantes, entre representantes de governos, empresas, universidades e organizações do ecossistema socioambiental. Ao todo, foram mais de 20 horas de conteúdo distribuídas em mais de 50 atividades, incluindo palestras, workshops e painéis de debate.
O fórum também contou com uma Feira de Empreendedores, reunindo mais de 35 estandes de startups e empresas de estados como Amazonas, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo. As soluções apresentadas envolveram áreas como alimentação e bebidas, artesanato, construção, cosméticos, educação, gestão de resíduos orgânicos, moda, papelaria, saúde, sustentabilidade e tecnologia.
O desenvolvimento da iniciativa é viabilizado por uma rede de patrocínios e parcerias estratégicas, com apoio institucional do Governo do Brasil e de empresas e organizações como Siemens Energy, Caixa, Fundação Grupo Boticário, Porto, Fundo Vale, BNDES, CNPq, Instituto Coca-Cola, RD Saúde, Sebrae, Irani e Instituto Sabin.
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