

Ministro Flávio Dino cobra informações da Câmara sobre viagem internacional do deputado Mário Frias em meio a ação que apura repasses de emendas a ONGs | Foto: Câmara dos Deputados
20 de maio de 2026 – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou, nesta quarta-feira (20), explicações da Câmara dos Deputados sobre a viagem internacional do deputado federal Mário Frias (PL-SP). O magistrado estipulou prazo de 48 horas para que a Casa preste informações.
Dino enviou ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando esclarecimentos sobre prazo, custos e eventuais pagamentos relacionados à “missão internacional” que o parlamentar afirma estar cumprindo.
Mário Frias viajou ao Bahrein na semana passada, em visita organizada pela embaixada do país do Oriente Médio, com o objetivo informado de “fortalecer as relações bilaterais entre a República Federativa do Brasil e o Reino do Bahrein”.
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A cobrança ocorre em meio às tentativas frustradas de intimação do parlamentar. Há mais de um mês, um oficial de Justiça tenta notificar Mário Frias em uma ação que questiona o repasse de emendas parlamentares a organizações não governamentais.
As ONGs citadas no processo são ligadas à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL) financiada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Segundo informações encaminhadas pela Câmara ao STF, o endereço fornecido para intimação do deputado não seria mais utilizado pelo parlamentar há dois anos. O gabinete de Frias informou que ele estava em missão internacional e que não havia informação sobre a data de retorno ao Brasil.
Diante da situação, o oficial de Justiça devolveu o mandado de intimação ao ministro Flávio Dino, aguardando novas providências.
A Câmara confirmou ter recebido o ofício do ministro Flávio Dino. Segundo a Casa, Mário Frias apresentou dois pedidos de missão internacional sem ônus para a Câmara, mas nenhum deles foi autorizado.
O primeiro pedido se referia ao período de 12 a 18 de maio, para viagem ao Bahrein. O segundo tratava de uma ida a Dallas, nos Estados Unidos, entre os dias 19 e 21 de maio.
Com a solicitação de esclarecimentos, o STF busca informações oficiais sobre a natureza da viagem, a duração da missão e a eventual existência de custos ou pagamentos relacionados ao deslocamento do parlamentar.
Mário Frias, que é produtor executivo do filme “Dark Horse”, teria destinado R$ 2 milhões em duas emendas parlamentares para a ONG Instituto Conhecer Brasil. A entidade é presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora da cinebiografia.
Em 21 de março, Flávio Dino determinou que o deputado se manifestasse em até cinco dias sobre os fatos apresentados pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), em ação no STF que pede apuração dos repasses.
No dia 14 de abril, o Supremo registrou que um oficial de Justiça havia feito três tentativas de intimar Mário Frias no gabinete parlamentar, sem sucesso. Na sequência, Dino determinou que a Câmara informasse os endereços do deputado em Brasília e São Paulo.
Na última sexta-feira (15), o ministro abriu apuração preliminar sobre a destinação de emendas de deputados do PL a ONGs ligadas à produtora do filme “Dark Horse”.
O caso amplia o debate sobre transparência na aplicação de emendas parlamentares, uso de recursos públicos, prestação de contas e fiscalização de entidades beneficiadas por verbas federais.
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