

O lançamento do programa ocorre em meio à tentativa do governo federal de consolidar uma agenda própria para a área da segurança pública. | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
12 de maio de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta terça-feira (12), no Palácio do Planalto, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa do governo federal voltada ao combate às facções criminosas e ao fortalecimento da segurança pública em todo o país.
Ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, Lula apresentou o pacote orçado em R$ 11,1 bilhões, em um momento em que a segurança pública ganha destaque no debate político nacional, a pouco mais de quatro meses das eleições de 2026.
Do total previsto, R$ 968,2 milhões serão destinados em aportes diretos, enquanto R$ 10 bilhões serão liberados em financiamentos para estados e municípios por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).
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O lançamento do programa ocorre em meio à tentativa do governo federal de consolidar uma agenda própria para a área da segurança pública, considerada uma das principais preocupações do eleitorado brasileiro.
Nas redes sociais, Lula afirmou que uma das prioridades da iniciativa será “enfraquecer o potencial financeiro do crime organizado”.
O presidente também informou ter discutido o tema durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado na última quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington.
Segundo Lula, Brasil e Estados Unidos já mantêm cooperação entre aduanas para ações de combate ao tráfico internacional de drogas e armas.
O Programa Brasil Contra o Crime Organizado será estruturado em quatro eixos estratégicos, com foco em repressão financeira, sistema prisional, investigação criminal e combate ao tráfico de armas.
O primeiro eixo receberá investimento de R$ 302,2 milhões e terá como foco a asfixia financeira das organizações criminosas.
Entre as medidas previstas estão o fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), criação de uma FICCO Nacional para operações interestaduais, ampliação do Comitê de Investigação Financeira e realização de leilões centralizados de bens apreendidos.
O segundo eixo, chamado “Sistema prisional seguro”, contará com R$ 324,1 milhões em investimentos.
O objetivo é reduzir o controle exercido por facções criminosas dentro das unidades prisionais. O programa prevê bloqueio de sinais telefônicos, modernização tecnológica, operações de retirada de celulares, armas e drogas, além da criação do Centro Nacional de Inteligência Penal.
Também será implantado padrão de segurança máxima em 138 unidades estratégicas do sistema penitenciário brasileiro.
O terceiro eixo terá investimento de R$ 196,7 milhões voltados à qualificação das investigações e ao aumento da taxa de resolução de homicídios.
Entre as ações previstas estão fortalecimento das polícias científicas, modernização dos Institutos Médico-Legais (IMLs), expansão de bancos de perfis genéticos e integração do Sistema Nacional de Análise Balística.
O quarto eixo, com investimento de R$ 145,2 milhões, será direcionado ao combate ao tráfico de armas.
As ações incluem criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas (RENARME), fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (SINARM), ampliação de operações integradas nas fronteiras e rastreamento da origem de armamentos apreendidos.
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Tags: Lula, segurança pública, crime organizado, Programa Brasil Contra o Crime Organizado, Palácio do Planalto, Wellington César Lima e Silva, Polícia Federal, facções criminosas, tráfico de armas, sistema prisional, homicídios, FICCO, FIIS, SINARM, RENARME, eleições 2026, política brasileira, governo federal, Portal Terra da Luz