

Polícia investiga morte de juíza após procedimento de reprodução assistida em São Paulo. | Foto: reprodução/ Facebook
07 de maio de 2026 – A Polícia Civil investiga a morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, ocorrida nesta quarta-feira (6), após complicações registradas depois de um procedimento de reprodução assistida realizado em uma clínica de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental. As autoridades apuram se houve falha no atendimento médico ou se o óbito ocorreu em decorrência de complicações inerentes ao procedimento de fertilização in vitro.
Segundo o boletim de ocorrência, Mariana realizou uma coleta de óvulos para fertilização in vitro na manhã da última segunda-feira (4). Após receber alta da clínica por volta das 9h, retornou para casa, mas começou a apresentar fortes dores e sensação intensa de frio.
Diante da piora do quadro clínico, a mãe da magistrada a levou novamente à clínica poucas horas depois.
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No retorno à unidade médica, Mariana relatou inicialmente a sensação de ter urinado na roupa. No entanto, a equipe médica identificou uma hemorragia vaginal.
Ainda segundo o registro policial, o médico responsável realizou os primeiros atendimentos de emergência e efetuou uma sutura para tentar conter o sangramento.
Após a intervenção inicial, a paciente foi encaminhada para a Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada às 17h e foi levada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Na noite do dia seguinte, Mariana passou por uma cirurgia. Apesar das tentativas médicas para estabilizar o quadro, a situação clínica evoluiu de forma grave.
Na madrugada desta quarta-feira, a juíza sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. Mesmo com as manobras de reanimação, a morte foi confirmada às 6h03.
Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Mariana Francisco Ferreira havia tomado posse como juíza no Rio Grande do Sul em dezembro de 2023. Ela atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Em nota oficial, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou a morte da magistrada e decretou luto oficial de três dias.
A corregedora responsável pela comarca destacou o comprometimento profissional da juíza.
“Mariana se destacou pelo zelo na apreciação das causas e pelo comprometimento com a efetividade das decisões”, informou o tribunal.
A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) também divulgou nota de pesar.
“A perda precoce da juíza enluta a magistratura gaúcha, que se solidariza com familiares, amigos e colegas neste momento de dor”, afirmou a entidade.
Em nota, a clínica Invitro Reprodução Assistida informou que adotou imediatamente os protocolos técnicos necessários após o surgimento das complicações.
“Desde os primeiros sinais de intercorrência, toda a equipe médica e assistencial adotou imediatamente os protocolos técnicos e medidas cabíveis”, declarou a clínica.
A unidade ressaltou ainda que procedimentos cirúrgicos possuem riscos inerentes e afirmou estar colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de São Paulo.
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