

Rover Curiosity analisa rochas em Marte e identifica compostos orgânicos inéditos | Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS
21 de abril de 2026 – Um dos mais importantes avanços recentes na exploração espacial foi registrado por um rover da NASA em Marte. O equipamento identificou uma variedade inédita de compostos orgânicos preservados há cerca de 3,5 bilhões de anos, abrindo novas perspectivas para a busca de sinais de vida no planeta vermelho.
A descoberta foi publicada na revista científica Nature Communications e resulta de um experimento químico inédito realizado fora da Terra, conduzido pelo rover Curiosity, em operação no planeta desde 2012.
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Os compostos identificados incluem estruturas químicas consideradas fundamentais para a formação da vida, como moléculas contendo nitrogênio semelhantes às que deram origem ao DNA.
Outro composto encontrado é associado a materiais transportados por meteoritos, que também podem ter contribuído para o surgimento da vida na Terra.
A líder do estudo, Amy Williams, destacou a relevância da descoberta. “Achamos que estamos olhando para matéria orgânica preservada em Marte há 3,5 bilhões de anos. É muito útil ter evidências de que matéria orgânica antiga está preservada”, afirmou.
Os experimentos foram realizados na região de Glen Torridon, dentro da cratera Gale, uma área rica em argilas capazes de preservar compostos orgânicos por longos períodos.
Mesmo diante de condições extremas — como radiação intensa, atmosfera rarefeita e grandes variações de temperatura —, essas moléculas permaneceram intactas ao longo de bilhões de anos.
Segundo os cientistas, isso indica que outras substâncias ainda mais complexas podem estar preservadas na superfície ou no subsolo marciano.
Apesar da relevância, a descoberta não comprova a existência de vida em Marte. Os cientistas ressaltam que os compostos podem ter origem biológica, geológica ou até extraterrestre, por meio de impactos de meteoritos.
Para obter respostas mais conclusivas, será necessário trazer amostras do planeta para análise em laboratórios na Terra — objetivo de futuras missões espaciais já em planejamento.
“Agora sabemos que existem moléculas grandes e complexas preservadas na superfície de Marte, e isso é muito promissor para a busca de compostos que possam ser um sinal de vida”, concluiu Amy Williams.
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