

Tripulantes da missão Artemis II — os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e o canadense Jeremy Hansen — posam antes de embarcar no veículo que os leva à plataforma 39B | Foto: REUTERS/Joe Skipper
02 de abril de 2026 – A missão Artemis II, da NASA, iniciou uma nova etapa histórica da exploração espacial com o lançamento da cápsula Orion, levando quatro astronautas rumo à Lua pela primeira vez desde 1972. A viagem, com duração aproximada de dez dias, inclui um aguardado sobrevoo lunar previsto para 6 de abril.
A missão não prevê pouso no satélite natural, mas tem como objetivo testar sistemas essenciais da nave em condições de espaço profundo, preparando o caminho para futuras missões tripuladas.
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Logo após a decolagem, realizada no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, o foguete SLS executou uma sequência de separações técnicas até posicionar a cápsula Orion em órbita terrestre.
“É o primeiro passo, uma missão de teste. Nunca houve humanos voando nesse sistema antes”, destacou o administrador da NASA, Jared Isaacman.
Poucas horas após o lançamento, a cápsula já operava de forma independente, iniciando a fase de ajustes e preparação para seguir em direção à Lua.
No segundo dia da missão, a nave realiza a chamada injeção translunar, manobra que a coloca definitivamente na trajetória rumo à Lua.
“A queima que nos leva à Lua é também a nossa queima de reentrada”, explicou a astronauta Christina Koch. “Antes mesmo de partirmos, já estamos reentrando”.
A partir desse momento, a trajetória passa a depender da gravidade da Terra e da Lua, garantindo o retorno da cápsula mesmo em caso de falhas nos motores.
Entre os dias 3 e 5 de abril, os astronautas seguem em direção ao satélite natural enquanto realizam testes de sistemas de suporte de vida, navegação e comunicação.
Durante esse período, também são executadas manobras de ajuste de rota e simulações de emergência, fundamentais para validar a segurança da missão.
O momento mais aguardado ocorre no dia 6 de abril, quando a Orion passará entre 6.400 e 9.600 quilômetros da superfície da Lua.
Durante o sobrevoo, a cápsula atravessará o lado oculto do satélite, ficando sem comunicação com a Terra por até 50 minutos.
“Para os 45 minutos em que estaremos mais perto da superfície lunar, também estaremos fora de contato”, afirmou o piloto Victor Glover. “Eu adoraria que o mundo inteiro pudesse estar torcendo e rezando para que a gente restabeleça o sinal”.
Neste período, a tripulação fará registros inéditos da superfície lunar e tentará capturar imagens do fenômeno conhecido como “nascer da Terra”.
Após o sobrevoo, entre os dias 7 e 9 de abril, a nave inicia o retorno à Terra utilizando a chamada trajetória de retorno livre, sem necessidade de grandes queimas de motor.
O encerramento da missão está previsto para o dia 10 de abril, com a reentrada da cápsula na atmosfera terrestre a cerca de 40 mil km/h.
“Este é meu momento favorito da missão”, disse o diretor de testes da NASA, Daniel Flores. “Nossos amigos estão voando ao redor da Lua. É quando vamos trazê-los de volta para suas famílias”.
A cápsula deve pousar no Oceano Pacífico, onde será resgatada por equipes especializadas.
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