

Líderes internacionais discutem propostas de cessar-fogo em meio à escalada de tensões no Oriente Médio | Foto: Tomer Appelbaum/REUTERS
25 de março de 2026 – O Irã rejeitou nesta quarta-feira (25) a proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos para encerrar o conflito no Oriente Médio e anunciou uma contraproposta própria. Segundo a mídia estatal iraniana, o plano enviado por Washington foi considerado “excessivo e desconectado da realidade”.
De acordo com informações da emissora Press TV, o governo iraniano recebeu o documento por meio do Paquistão, que atua como possível mediador nas negociações. No entanto, Teerã reforçou que não aceitará condições impostas pelos norte-americanos.
“O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas”, afirmou o governo iraniano, segundo a imprensa estatal.
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A tensão entre os países aumentou após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou recentemente que havia avanços nas negociações. Em resposta, autoridades iranianas ironizaram a postura de Washington.
Fontes ouvidas pela agência Reuters indicaram que a resposta inicial de Teerã ao plano norte-americano “não é positiva”, reforçando o clima de impasse diplomático.
Além disso, autoridades iranianas afirmaram que o plano ignora a realidade do conflito e insistiram que o país seguirá com o que chamou de “ações defensivas”.
O Paquistão surge como um dos principais intermediários no diálogo, tendo inclusive se oferecido para sediar possíveis negociações presenciais. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif sugeriu que encontros entre representantes dos dois países possam ocorrer em Islamabad.
Outra nação envolvida nas articulações é a Turquia, também apontada como possível local para futuras conversas diplomáticas.
Apesar disso, até o momento, nenhuma reunião oficial foi confirmada pelas partes envolvidas.
O plano elaborado pelos Estados Unidos inclui uma série de medidas estratégicas, como limitações ao programa nuclear iraniano, redução no alcance de mísseis balísticos e restrições ao financiamento de grupos aliados na região.
Entre os pontos também estão a desativação de instalações nucleares em cidades como Natanz e Fordow, além da criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial.
Mesmo com as propostas, o governo iraniano mantém a posição de que não aceitará pressões externas para encerrar o conflito, mantendo o cenário de incerteza na região.
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