

A ANP registrou na semana passada um aumento de 11,8% no preço médio do diesel no país, em relação à semana anterior | Foto: Adriano Machado/Reuters
18 de março de 2026 – A pressão sobre o setor de combustíveis no Brasil aumentou após a alta expressiva no preço do diesel, que levou à abertura de investigação pela Polícia Federal e acendeu o alerta para uma possível greve de caminhoneiros em todo o país.
Na terça-feira (17), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, em conjunto com Procons estaduais, realizou uma operação de fiscalização em 42 postos de combustíveis distribuídos em dez unidades da federação. A ação teve como objetivo combater práticas abusivas e garantir que reduções nos preços nas refinarias cheguem ao consumidor final.
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Dados da ANP apontam que o preço médio do diesel subiu 11,8% na última semana, enquanto a gasolina teve aumento de 2,5%. Diante desse cenário, a Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar suspeitas de formação de cartel e aumentos injustificados nos valores praticados nos postos.
A apuração busca identificar se houve alinhamento entre redes de distribuição para manter os preços elevados artificialmente, prejudicando consumidores e impactando a economia.
Durante a fiscalização, foram detectadas irregularidades, incluindo aumento indevido de até R$ 2 por litro em um dos estabelecimentos. Também foram observados indícios de paralelismo de preços em diferentes municípios.
A escalada dos preços gerou reação imediata entre os transportadores. Lideranças da categoria já sinalizam a possibilidade de uma paralisação nacional nos próximos dias, com apoio da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil.
Segundo os caminhoneiros, o aumento do diesel tem tornado a atividade financeiramente inviável, elevando custos operacionais e reduzindo a margem de lucro.
O cenário de incerteza já afeta o mercado financeiro, especialmente diante da proximidade de decisões do Comitê de Política Monetária, que define a taxa básica de juros no país.
Integrantes do governo federal minimizaram a possibilidade de greve. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que não há motivos para paralisação, destacando medidas adotadas para conter os preços, como a isenção de impostos federais e subsídios ao combustível.
Apesar disso, caminhoneiros criticam a eficácia das ações e apontam que parte dos benefícios não chegou ao consumidor final, ficando retida na cadeia de distribuição.
O governo federal anunciou recentemente um pacote para aliviar o impacto da alta dos combustíveis, incluindo a zeragem de tributos como PIS/Cofins e criação de mecanismos para identificar abusos, como armazenamento injustificado e aumentos sem justificativa técnica.
Entretanto, o reajuste posterior anunciado pela Petrobras reduziu o efeito das medidas, intensificando a insatisfação da categoria.
A crise no setor de combustíveis evidencia desafios estruturais e levanta preocupações sobre inflação, logística e abastecimento em todo o país.
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