

Vista da Fortaleza de São José de Macapá às margens do Rio Amazonas, um dos principais cartões-postais da capital amapaense | Foto: Rogério Lameira/Rede Amazônica
14 de março de 2026 – Localizada às margens do imponente Rio Amazonas, a capital do Amapá, Macapá, reúne natureza, história e cultura em um cenário singular no Brasil. A cidade é a única capital brasileira cortada pela Linha do Equador e banhada pelo maior rio do planeta, o que transforma o destino em um ponto turístico marcado por ciência, tradição e identidade amazônica.
Fundada oficialmente em 1758, Macapá surgiu como um ponto estratégico de defesa do território durante o período colonial. Ao longo dos séculos, a cidade foi moldada pela presença indígena, pela herança africana e pelas comunidades ribeirinhas que desenvolveram um modo de vida profundamente conectado à natureza.
O nome Macapá tem origem na palavra tupi “macapaba”, relacionada à abundância da bacaba, fruto típico da região amazônica. Antes da colonização portuguesa, a área era habitada por povos indígenas como os tucujus, cuja cultura permanece presente nas manifestações artísticas e nas tradições locais.
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Um dos principais símbolos da cidade é a Fortaleza de São José de Macapá, considerada uma das maiores construções militares do período colonial no Brasil.
Erguida no século XVIII às margens do Rio Amazonas, a fortaleza teve papel estratégico na defesa do território português na Amazônia. Atualmente, o monumento histórico é um dos cartões-postais mais visitados da capital e representa a ligação entre passado e presente.
Outro ponto turístico de destaque é o Marco Zero do Equador, monumento que marca simbolicamente a divisão entre os hemisférios Norte e Sul.
O local recebe visitantes interessados em vivenciar a experiência de estar exatamente sobre a Linha do Equador. Durante os equinócios — quando o sol se posiciona diretamente sobre a linha imaginária — moradores e turistas acompanham um espetáculo natural que conecta ciência, geografia e cultura.
O espaço também abriga eventos culturais, atividades educativas e celebrações que reforçam a identidade única da cidade.
Entre as manifestações culturais mais marcantes do estado está o Marabaixo, tradição afro-amapaense que mistura música, dança, religiosidade e memória coletiva.
A celebração nasceu nas comunidades formadas por descendentes de africanos trazidos para a região durante o período colonial. O ritmo é marcado pelo som das caixas de marabaixo — tambores que acompanham os chamados “ladrões”, versos cantados que narram histórias e experiências da comunidade.
O Marabaixo permanece vivo principalmente em bairros históricos de Macapá e em comunidades do interior, consolidando-se como símbolo de resistência cultural e orgulho do povo amapaense.
Durante o chamado verão amazônico, que ocorre entre junho e setembro, o recuo das águas do Rio Amazonas revela praias de água doce que atraem moradores e turistas.
Entre elas está a Praia da Fazendinha, uma das mais conhecidas da região. O local se transforma em ponto de encontro para lazer, música e gastronomia regional.
Balneários urbanos e áreas ribeirinhas também ganham movimento, criando um ambiente de convivência típico da vida amazônica.
A gastronomia de Macapá é outro atrativo importante para visitantes. Pratos preparados com peixe fresco, camarão regional e tucupi fazem parte do cotidiano da culinária local.
Entre os sabores mais emblemáticos estão o caldo de tucupi, a goma de mandioca, o açaí amazônico e a bacaba. O tradicional camarão no bafo, servido com farinha e vinagrete, é presença constante em feiras e encontros à beira do rio.
A combinação entre paisagens naturais, história e cultura transforma Macapá em um destino turístico singular no Brasil.
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