

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou projeções para o crescimento do PIB brasileiro e confirmou que deve deixar o cargo na próxima semana | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
14 de março de 2026 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode crescer entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre de 2026. A estimativa foi apresentada durante entrevista concedida ao programa 20 Minutos, do Opera Mundi.
Segundo Haddad, as medidas adotadas pelo governo federal, principalmente na área de crédito e estímulo à demanda, contribuem para manter a economia aquecida no início do ano.
“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Os mecanismos de mudanças no crédito e as ações para manter a demanda efetiva têm contribuído para a manutenção do ritmo econômico”, afirmou.
O ministro também evitou apresentar uma projeção para o crescimento anual do país, explicando que a estimativa depende diretamente do comportamento da taxa de juros.
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Durante a entrevista, Haddad ressaltou que o governo realizou um processo de reorganização das contas públicas e defendeu as medidas adotadas na política fiscal.
Entre os pontos citados está a aprovação da Reforma Tributária no Brasil, que deverá entrar em vigor no próximo ano. Segundo o ministro, a medida poderá contribuir para impulsionar ainda mais o crescimento do PIB.
Ele também voltou a defender o Arcabouço Fiscal do Brasil e afirmou que a recomposição da base tributária é essencial para o equilíbrio das contas públicas.
De acordo com Haddad, o país perdeu cerca de 3% do PIB em base tributária nos últimos anos, o que exige negociações políticas para recuperar receitas e revisar benefícios fiscais.
Na entrevista, o ministro confirmou que pretende deixar o comando do Ministério da Fazenda do Brasil na próxima semana. Ele também afirmou que deve disputar as próximas eleições, embora ainda não tenha definido para qual cargo concorrerá.
Inicialmente, Haddad disse que pretendia contribuir para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas decidiu reconsiderar seus planos diante do cenário político e econômico.
Segundo o ministro, o objetivo é ter mais liberdade para desenvolver propostas voltadas ao crescimento econômico e ao planejamento estratégico do país.
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