

Justiça determinou restrição de acesso a estádios para envolvidos em confusão | Foto: SSPDS/CE
13 de março de 2026 – A Justiça do Ceará revogou a prisão preventiva de 79 torcedores do Fortaleza Esporte Clube que haviam sido detidos após episódios de violência registrados depois do clássico contra o Ceará Sporting Club, ocorrido em fevereiro deste ano na capital cearense.
A decisão foi assinada pela juíza Sandra Elizabete Jorge Landim, da 11ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza, que analisou a evolução do processo e considerou mudanças no contexto que motivou a prisão cautelar dos acusados.
Os torcedores haviam sido presos em flagrante no dia 8 de fevereiro de 2026 após confrontos ocorridos depois de uma partida do tradicional Clássico-Rei, confronto entre Fortaleza e Ceará.
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Segundo a magistrada, a análise do processo indicou que a maioria dos acusados não possui antecedentes criminais e não responde a outros inquéritos policiais ou ações penais em andamento.
Dos 101 denunciados no processo, 79 foram identificados como réus primários, fator considerado relevante para a decisão de revogar as prisões preventivas.
Outro ponto destacado na decisão é que o Campeonato Cearense já havia sido encerrado em 8 de março, o que reduziria o risco imediato de novos episódios de violência relacionados à competição.
A juíza também observou que todos os acusados já foram devidamente citados no processo, permitindo o regular andamento da ação penal e a continuidade da instrução criminal.
Apesar da concessão da liberdade, a Justiça determinou medidas cautelares aos denunciados.
Entre as determinações está a obrigação de manter os endereços atualizados e comparecer a todos os atos processuais para os quais forem convocados.
Além disso, a decisão determina que os torcedores fiquem proibidos de frequentar estádios de futebol no Ceará pelo prazo mínimo de seis meses.
Para garantir o cumprimento da medida, a juíza determinou o envio da relação dos nomes à Secretaria do Esporte do Estado do Ceará, responsável por impedir o acesso dos denunciados às praças esportivas durante o período estabelecido.
A ação penal segue em tramitação na Justiça cearense e envolve acusações relacionadas a crimes como lesão corporal, dano, associação criminosa, desobediência e corrupção de menores.
A magistrada ressaltou que a revogação das prisões não impede que novas medidas sejam adotadas no futuro, caso surjam fatos novos ou haja reiteração de condutas consideradas ilícitas.
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