

Bandeira do Irã diante de instalações petrolíferas, símbolo da influência política e econômica do país em meio à crise no Oriente Médio | Foto: REUTERS/Dado Ruvic
09 de março de 2026 – O Irã confirmou a escolha do novo líder supremo do país. O aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, filho do religioso Ali Khamenei, assumirá o posto mais alto da estrutura política e religiosa da República Islâmica.
A decisão foi tomada pela Assembleia dos Especialistas, responsável por eleger o líder supremo do país. O grupo é composto por 88 religiosos eleitos por voto popular.
Ali Khamenei morreu no final de fevereiro após um ataque militar realizado pelos Estados Unidos durante a escalada do conflito envolvendo também Israel e forças iranianas no Oriente Médio.
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Segundo autoridades iranianas, a escolha de Mojtaba Khamenei representa a continuidade da linha política adotada pelo pai durante décadas no comando do país.
A decisão havia sido antecipada por um membro da assembleia, Mohsen Heidari Alekasir, que afirmou que a maioria dos integrantes do órgão havia aprovado um nome considerado “a opção mais adequada” para assumir o cargo.
Com 56 anos, Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei e, ao longo dos últimos anos, acumulou influência política e religiosa dentro do regime.
Ele manteve proximidade com setores das forças de segurança e com grupos ligados ao aparato econômico controlado por instituições religiosas e militares do país.
Analistas apontam que o novo líder também tem posição firme contra movimentos reformistas que defendem maior aproximação com o Ocidente e mudanças no programa nuclear iraniano.
O líder supremo ocupa o cargo mais poderoso dentro da estrutura política da República Islâmica do Irã. A autoridade está acima do Executivo, do Parlamento e do Judiciário.
Além disso, o líder exerce forte influência sobre o Conselho dos Guardiões, responsável por supervisionar eleições e validar decisões legislativas.
Ali Khamenei permaneceu no posto por 36 anos e foi uma das figuras centrais da política iraniana desde a Revolução Islâmica do Irã, que transformou o país em uma república teocrática.
Embora o cargo seja vitalício, a própria Assembleia dos Especialistas possui autoridade para destituir o líder caso considere necessário.
A escolha de Mojtaba ocorre em meio à escalada militar entre Israel, Estados Unidos e Irã.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou recentemente que o próximo líder supremo iraniano poderá se tornar alvo direto de ataques.
Segundo ele, independentemente de quem fosse escolhido, o novo líder seria considerado “um alvo inequívoco para eliminação”.
Enquanto isso, o conflito militar já provocou milhares de vítimas. Autoridades iranianas estimam que pelo menos 1.332 civis morreram desde o início da guerra.
Entre os ataques registrados, um bombardeio atingiu uma escola de meninas no país, deixando 168 crianças mortas e ampliando o impacto humanitário da guerra.
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