

Avião da Azul em operação em aeroporto brasileiro; companhia anuncia novo aporte internacional para reforçar reestruturação financeira | Foto: REUTERS/Ricardo Moraes
19 de fevereiro de 2026 – A Azul Linhas Aéreas anunciou a celebração de acordos de investimento que somam US$ 200 milhões com as aéreas norte-americanas American Airlines e United Airlines. Segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (18), cada uma das companhias se comprometeu a investir US$ 100 milhões, reforçando o processo de capitalização da empresa brasileira.
O aporte está diretamente ligado à estratégia de saída da Azul do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11, mecanismo que permite a reorganização financeira das empresas sem interrupção das operações.
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De acordo com a Azul, os investimentos fazem parte dos aditamentos aos acordos de investimento (EIAs) firmados com as duas companhias aéreas. Os recursos estão integrados ao plano de reorganização aprovado pela United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York, responsável por supervisionar o processo.
“Nos termos dos respectivos acordos, a American e a United se comprometeram individualmente a realizar investimentos em equity que apoiarão a capitalização da Azul na saída do Chapter 11”, destacou a empresa em nota oficial.
Segundo o comunicado, o investimento da United Airlines será realizado no contexto da oferta pública de ações da Azul, divulgada ao mercado em 3 de fevereiro deste ano, com liquidação prevista para 20 de janeiro de 2026.
Já o aporte da American Airlines deverá ocorrer por meio da emissão de bônus de subscrição, os chamados warrants, que permitem ao detentor comprar ou vender ativos conforme condições previamente estabelecidas em contrato.
Além desses valores, a Azul informou ter firmado um Acordo de Investimento Adicional com credores existentes, assegurando mais US$ 100 milhões dentro da mesma oferta pública de ações.
A Azul entrou com o pedido de recuperação judicial em maio de 2025, com o plano aprovado em dezembro por um tribunal norte-americano. O processo de Chapter 11 permite a reestruturação do passivo financeiro da empresa, mantendo suas operações regulares no Brasil e no exterior.
Segundo a companhia, a estratégia prevê a eliminação de mais de US$ 2 bilhões em dívidas financeiras, a renegociação de contratos de leasing e a otimização da frota, com foco em maior sustentabilidade operacional e financeira.
A empresa mantém suas atividades normalmente, incluindo voos a partir de bases estratégicas como Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e operações administrativas em São Paulo.
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