

Alexandre de Moraes em julgamento no STF | Foto: Gustavo Moreno/STF
17 de fevereiro de 2026 – A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (17), quatro mandados de busca e apreensão para apurar o possível vazamento de dados sigilosos da Receita Federal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e familiares. As diligências tiveram como alvo servidores públicos em três estados do país.
A investigação busca esclarecer se funcionários da Receita Federal teriam quebrado ilegalmente o sigilo fiscal de ministros da Corte e de parentes, sem autorização judicial. Os servidores investigados ainda deverão prestar depoimento à PF.
Os mandados foram expedidos a partir de representação da Procuradoria-Geral da República, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.
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Além das buscas, a operação determinou a adoção de medidas cautelares contra os investigados, como o uso de tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de deixar o país.
As ordens judiciais foram cumpridas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Prédios da Receita Federal não foram alvo da operação e não houve mandados de prisão nesta fase da investigação. Até o momento, a PF não divulgou detalhes sobre os dados supostamente vazados nem a identidade dos envolvidos.
Em nota, a Receita Federal informou que instaurou auditoria interna antes mesmo da deflagração da operação policial. Segundo o órgão, o procedimento foi aberto após solicitação do STF para apurar acessos irregulares aos dados de ministros, parentes e outras pessoas nos últimos três anos.
De acordo com a Receita, os sistemas são totalmente rastreáveis, o que permite identificar, auditar e punir eventuais desvios, inclusive na esfera criminal. A instituição afirmou ainda que não tolera qualquer tipo de violação de sigilo fiscal e destacou que, desde 2023, ampliou os controles de acesso às informações, com processos disciplinares que já resultaram em demissões.
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