

Ministro Dias Toffoli, do STF, relator do inquérito sobre o Banco Master, que envolve suspeita de fraudes bilionárias | Foto: NurPhoto/Getty Images via BBC
29 de janeiro de 2026 – O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota oficial nesta terça-feira (27) para “esclarecer principais andamentos” do inquérito na Corte sobre as fraudes financeiras bilionárias do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Conforme o comunicado, um eventual envio do processo à primeira instância da Justiça só será decidido após a conclusão das apurações da Polícia Federal.
Segundo a nota, o objetivo é evitar questionamentos sobre a quem cabe a análise do caso, garantindo que as investigações sigam seu curso regular. “Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”, diz o documento.
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A condução do caso por Toffoli tem gerado críticas nos meios político e jurídico devido a medidas consideradas incomuns. Entre elas, estão a restrição do acesso da PF a celulares apreendidos, a ordem para acareação entre técnicos do Banco Central e executivos do banco, e a determinação para que depoimentos ocorram no STF e não na Polícia Federal. A polêmica aumentou com a revelação de que fundos ligados ao Master compraram a participação de irmãos do ministro em um resort no Paraná.
Conforme apurado por colunistas, há uma negociação no Supremo para afastar da Corte o desgaste do Caso Master, com o retorno dos inquéritos para a primeira instância, onde as investigações corriam em separado nas justiças de Brasília e de São Paulo. A tendência, segundo essas informações, é que o caso seja enviado após o feriado de Carnaval. A decisão final caberá ao próprio relator, ministro Dias Toffoli, que está sob pressão interna por suas decisões consideradas “atípicas”.
O comunicado do gabinete reforça que, até lá, “as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento”.
Legenda para foto genérica (Ministro Dias Toffoli): Ministro Dias Toffoli, do STF, relator do inquérito sobre o Banco Master, que envolve suspeita de fraudes bilionárias.
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