

Apesar do aumento, a correção de 3,9% ficou abaixo da inflação oficial, medida pelo IPCA, que fechou 2025 com alta de 4,26% | Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
12 de janeiro de 2026 — Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem benefícios acima do salário mínimo terão reajuste de 3,9% em 2026. Com a atualização, o teto previdenciário passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55, conforme portaria do governo federal publicada nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União (DOU).
O reajuste tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado na última sexta-feira (9), e vale apenas para quem já recebia o benefício em 1º de janeiro. Para aposentadorias e pensões concedidas a partir de fevereiro de 2025, a correção será proporcional, diminuindo conforme a data de concessão.
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Apesar do aumento, a correção de 3,9% ficou abaixo da inflação oficial, medida pelo IPCA, que fechou 2025 com alta de 4,26%. Como o INPC é o índice utilizado para reajustar benefícios acima do piso nacional, a diferença entre os indicadores aponta perda de poder de compra para esse grupo de segurados.
A correção integral será aplicada apenas aos beneficiários que já recebiam aposentadoria ou pensão no início do ano. Quem passou a receber o benefício ao longo de 2025 terá percentual menor, proporcional ao número de meses pagos.
Para quem teve o benefício concedido em 2025, os índices aplicados serão proporcionais:
Janeiro e fevereiro: 3,90%
Março: 2,38%
Abril: 1,86%
Maio: 1,38%
Junho: 1,02%
Julho: 0,79%
Agosto: 0,58%
Setembro: 0,79%
Outubro: 0,27%
Novembro: 0,24%
Dezembro: 0,21%
Já os segurados que recebem um salário mínimo terão reajuste automático, acompanhando a atualização do piso nacional. O novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621, está em vigor desde 1º de janeiro.
O INPC registrou alta de 0,21% em dezembro, acima do resultado de novembro (0,03%). No acumulado de 2025, o índice avançou 3,90%, abaixo dos 4,77% registrados em 2024.
Entre os destaques de dezembro, os alimentos passaram de queda para alta, enquanto os itens não alimentícios também aceleraram. Regionalmente, Porto Alegre apresentou a maior variação, influenciada pela energia elétrica e pelas carnes, enquanto Curitiba teve a menor variação, com queda nos preços da energia e das frutas.
Para quem já contribuía com o INSS antes da reforma da Previdência de 2019, seguem valendo as regras de transição, que sofrem ajustes anuais até 2031. Em 2026, a idade mínima sobe seis meses: mulheres passam a exigir 59 anos e seis meses, e homens, 64 anos e seis meses. O tempo mínimo de contribuição permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.
Na regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição, a exigência passa a 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens.
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