

Número 1 do Brasil, o carioca iniciou o ano na 145ª posição do ranking mundial da ATP e fechou a temporada como o 24º melhor tenista do planeta
31 de dezembro de 2025 – Fenômeno, sensação e prodígio. Os adjetivos se multiplicaram ao longo de 2025 para definir a temporada histórica vivida por João Fonseca no tênis profissional. Número 1 do Brasil, o carioca iniciou o ano na 145ª posição do ranking mundial da ATP e fechou a temporada como o 24º melhor tenista do planeta, após uma escalada de 121 colocações. No caminho, conquistou títulos importantes, venceu estrelas do circuito e arrebatou uma legião de fãs dentro e fora das quadras.
O desempenho excepcional rendeu reconhecimento internacional e nacional. Em votação popular no fim do ano, João Fonseca foi eleito o Atleta da Torcida na categoria masculina do Prêmio Brasil Olímpico 2025, concedido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), consolidando seu status de principal nome do tênis brasileiro na atualidade.
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A temporada de 2025 marcou a consolidação da escolha feita no ano anterior, quando João Fonseca optou por abrir mão do tênis universitário nos Estados Unidos para seguir integralmente no circuito profissional. Em 2024, ele já havia dado sinais do que estava por vir ao conquistar o título do Next Gen ATP Finals, torneio que reúne os oito melhores tenistas do mundo com até 20 anos.
Confiante, João começou 2025 com apenas 18 anos e logo levantou seu primeiro troféu profissional: o Challenger 125 de Canberra, na Austrália. A conquista lhe rendeu um salto imediato de 32 posições no ranking, abrindo caminho para uma sequência impressionante.
Pouco depois, João disputou o primeiro Grand Slam da carreira, o Aberto da Austrália, após superar o qualifying. Na estreia da chave principal, protagonizou uma das maiores vitórias do ano ao derrotar o russo Andrey Rublev, então nono do mundo, por 3 sets a 0. O triunfo chamou a atenção do multicampeão Novak Djokovic, que elogiou publicamente o talento do brasileiro.
Mesmo eliminado na rodada seguinte, João encerrou janeiro entre os 100 melhores do mundo, tornando-se o segundo tenista mais jovem da história, atrás apenas de Carlos Alcaraz, a atingir essa marca.
Em fevereiro, veio outro marco: o primeiro título no circuito ATP. João Fonseca foi campeão do ATP 250 de Buenos Aires, ao vencer o argentino Francisco Cerúndolo na final. Com o resultado, subiu para a 68ª colocação no ranking, recebendo inclusive cumprimentos de Carlos Alcaraz, então número 1 do mundo.
A partir daí, passou a figurar nos principais torneios do calendário. Disputou os Masters 1000 de Indian Wells e Miami, alcançando pela primeira vez a terceira rodada em um torneio dessa categoria, além de conquistar o Challenger de Phoenix, nos Estados Unidos.
Em Roland Garros, já como 65º do mundo, João venceu o polonês Hubert Hurkacz, ex-top 10, e avançou até a terceira rodada. Pouco depois, em Wimbledon, fez história ao se tornar o tenista mais jovem dos últimos 14 anos a alcançar a terceira rodada da chave masculina, após vitórias sobre Jacob Fearnley e Jenson Brooksby.
No segundo semestre, apesar de eliminações precoces no Masters de Cincinnati e no US Open, o brasileiro manteve regularidade e aproveitou um breve período de descanso para voltar ainda mais forte.
Em setembro, João foi um dos destaques da equipe brasileira na Copa Davis, ajudando o país a garantir vaga nos qualifiers de 2026. Um dos pontos altos foi a vitória sobre o grego Stefanos Tsitsipas, ex-número 3 do mundo.
O auge da temporada veio em outubro, com a conquista do primeiro título ATP 500 da carreira, no Torneio da Basileia, ao derrotar o espanhol Alejandro Davidovich Fokina na final. Dias depois, ainda embalado, estreou no Masters 1000 de Paris vencendo Denis Shapovalov, então 24º do ranking.
A temporada terminou oficialmente em Paris. Por conta de uma lombalgia, João desistiu do ATP 250 de Atenas, mas celebrou o feito de encerrar 2025 como o 24º melhor do mundo. Em novembro, o tenista destacou a rapidez com que os acontecimentos se desenrolaram.
“Foi um ano maravilhoso. As coisas aconteceram muito rápido. Ganhei do Rublev no meu primeiro Grand Slam e, a partir dali, foi só para cima. Sou muito grato por tudo”, afirmou.
O último grande momento do ano foi uma partida de exibição contra Carlos Alcaraz, no Miami Invitational. Em um duelo equilibrado e vibrante, João mostrou mais uma vez que está pronto para, em breve, disputar jogos decisivos contra os principais nomes do circuito mundial.
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