

Apesar das altas pontuais, o grupo Alimentação deixou de ser o principal vilão da inflação em 2025 | Foto: reprodução
24 de dezembro de 2025. Os números parciais de dezembro já permitem traçar um retrato claro da inflação no Brasil em 2025 e mostram quais itens pesaram mais no orçamento das famílias e quais ajudaram a aliviar o bolso do consumidor ao longo do ano.
Segundo o IPCA-15, prévia oficial da inflação calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice acumulado em 12 meses chegou a 4,41%, conforme dados divulgados na terça-feira (23).
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Entre os grupos que mais pressionaram a inflação em 2025, o destaque ficou com Habitação, que acumulou alta de 6,69%. Na sequência aparecem Educação, com aumento de 6,26%, e Despesas pessoais, que subiram 5,86%. O único grupo que apresentou recuo no período foi o de Artigos de residência, com queda de 0,1%.
Especialistas apontam que a alta da Habitação foi impulsionada, principalmente, pelo aumento dos aluguéis e da energia elétrica residencial. De acordo com economistas, os reajustes dos contratos de aluguel ainda refletem a inflação elevada registrada em períodos anteriores, fenômeno conhecido como inflação inercial.
A energia elétrica também figurou entre os itens que mais subiram em 2025, impactada pelo acionamento prolongado da bandeira tarifária vermelha, em função de condições climáticas adversas ao longo do ano.
No levantamento parcial de dezembro, o transporte por aplicativo aparece como o item com maior alta em 2025, acumulando avanço de 45,38%. Em seguida vêm o pimentão, com aumento de 29,93%, e joias, que subiram 27,04%.
No caso do transporte por aplicativo, especialistas explicam que o modelo de precificação dinâmica, aliado a problemas no transporte coletivo em grandes cidades, contribuiu para o forte aumento dos preços. Já os alimentos como café, manga e pimentão foram impactados por fatores climáticos, como secas e calor intenso em regiões produtoras, além de maior demanda global.
Outro item que chamou atenção foi o aumento de 15,17% nos jogos de azar, reflexo de uma demanda maior ao longo do ano, embora analistas ressaltem que esse tipo de inflação tem pouco impacto direto no consumo cotidiano das famílias.
Apesar das altas pontuais, o grupo Alimentação deixou de ser o principal vilão da inflação em 2025. Produtos essenciais do prato do brasileiro, como arroz e feijão, além de itens que haviam subido fortemente em 2024 — como abacate e azeite de oliva —, figuram entre os que mais ficaram baratos neste ano.
Analistas apontam que um clima mais favorável e a valorização do real frente ao dólar ajudaram a conter os preços dos alimentos, especialmente os consumidos dentro do domicílio. A melhora das condições climáticas em relação ao ano anterior também contribuiu para a recuperação da oferta agrícola.
Para 2026, economistas fazem alertas importantes. A expectativa é de que a inflação de alimentos volte a subir de forma moderada, enquanto a inflação de serviços continue em patamar elevado, pressionada por um mercado de trabalho aquecido e pelo impulso fiscal.
Especialistas destacam que serviços como cabeleireiros, oficinas mecânicas e cuidados pessoais seguem com reajustes acima da média do IPCA, mantendo a inflação de serviços próxima de 6%, mesmo com juros elevados e sem sinais claros de desaceleração.
Leia também | IPCA-15 desacelera em dezembro e inflação fecha 2025 abaixo do teto da meta
Tags: inflação 2025, IPCA-15, inflação no Brasil, preços mais caros, preços mais baratos, custo de vida, IBGE, economia brasileira, inflação de serviços, inflação de alimentos, energia elétrica, aluguel, transporte por aplicativo, alimentos básicos, mercado de trabalho, perspectivas econômicas, inflação 2026, Portal Terra Da Luz