

Ramagem, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, deixou o país no mesmo mês em que a Primeira Turma do STF o condenou a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão | Foto: Gustavo Moreno/STF
15 de dezembro de 2025 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do processo de extradição do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que deixou o Brasil em setembro e está atualmente nos Estados Unidos. A decisão foi encaminhada à Secretaria Judiciária da Corte, que ficará responsável por reunir a documentação necessária.
Ramagem, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, deixou o país no mesmo mês em que a Primeira Turma do STF o condenou a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.
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No despacho, Moraes determinou que a Secretaria Judiciária remeta ao Ministério da Justiça e Segurança Pública todos os documentos necessários para formalizar o pedido de extradição, conforme previsto no tratado vigente entre Brasil e Estados Unidos.
A área técnica do STF será responsável por preparar o material relativo ao processo e à condenação do parlamentar. Após o envio, caberá ao Ministério da Justiça analisar a documentação, verificar o cumprimento dos requisitos legais e estruturar oficialmente o pedido.
Concluída a etapa técnica, o pedido de extradição será encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores, que deverá formalizar a solicitação junto ao governo norte-americano por meio dos canais diplomáticos.
Aliados de Alexandre Ramagem afirmam, no entanto, que o deputado pode solicitar asilo político nos Estados Unidos, o que pode dificultar o andamento do processo.
Segundo investigações da Polícia Federal, Ramagem deixou o país de forma clandestina, atravessando a fronteira do Brasil com a Guiana, pelo estado de Roraima, sem passar por postos migratórios oficiais.
De acordo com as apurações, ele embarcou no Aeroporto de Georgetown, capital da Guiana, com destino aos Estados Unidos. Ainda segundo a investigação, o deputado utilizou um passaporte diplomático para entrar no país, apesar de haver determinação judicial para o cancelamento do documento.
O caso segue sob análise das autoridades brasileiras e internacionais, enquanto o STF avança nos trâmites legais para tentar trazer o parlamentar de volta ao país.
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