

Riscos da automedicação com corticóides preocupam profissionais de saúde | Foto: divulgação
12 de dezembro de 2025 – Os corticóides estão entre os medicamentos mais utilizados no tratamento de inflamações, crises alérgicas, doenças autoimunes e diversas condições que exigem resposta rápida do organismo. Porém, a combinação entre eficácia e fácil acesso — já que muitos deles podem ser comprados sem receita — tem levado parte da população à automedicação, prática que acende um alerta entre especialistas.
Quando utilizados com orientação profissional, os corticóides são fundamentais para controlar inflamações, reduzir crises alérgicas e atuar no tratamento de doenças crônicas. No entanto, o uso inadequado pode transformar um recurso essencial em um risco à saúde.
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Entre os efeitos adversos mais comuns estão retenção de líquidos, aumento de peso, queda de imunidade, insônia, alterações de humor e desconfortos gastrointestinais. A utilização prolongada ou em doses incorretas pode provocar problemas ainda mais graves, como hipertensão, osteoporose, alterações hormonais, elevação da glicemia e maior vulnerabilidade a infecções.
A facilidade de compra, que pode ser positiva em situações de emergência clínica, torna-se perigosa quando o paciente desconhece a dose adequada, o tempo de uso e possíveis contraindicações. Além disso, o consumo inadequado pode mascarar sintomas importantes, atrasando diagnósticos e agravando condições que exigem acompanhamento médico.
“O fato de os corticóides oferecerem alívio rápido não significa que sejam inofensivos. Mesmo sendo de venda livre, é fundamental que o paciente receba orientação, porque cada caso exige uma avaliação criteriosa”, alerta o farmacêutico Maurício Filziola, presidente da Rede de Farmácias Santa Branca e diretor do Sincofarma Ceará. “Muitas pessoas utilizam esses medicamentos para resolver problemas imediatos, mas ignoram os efeitos colaterais e o risco de mascarar sintomas importantes. Consultar um profissional antes do uso é sempre o mais seguro”, reforça.
A recomendação dos especialistas é clara: não iniciar o uso de corticóides sem orientação. Em casos de alergias persistentes, inflamações intensas ou dores contínuas, a avaliação médica é indispensável para definir o tratamento adequado.
Fundada em 1986, a Rede de Farmácias Santa Branca tem como propósito cuidar das pessoas e vem ampliando sua atuação em Fortaleza, Região Metropolitana e interior do Ceará. Atualmente, conta com 21 lojas, três franquias, seis farmácias independentes associadas ao SB Conecta, além de uma distribuidora e um centro de distribuição. São mais de 200 colaboradores atuando em oito municípios. Os proprietários, Laura Paiva e Maurício Filizola, ambos farmacêuticos, destacam-se pela visão estratégica sobre o mercado e a evolução do setor farmacêutico no Estado.
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