

Governo confirma salário mínimo de R$1621 em 2026 | Foto: Adriano Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo
10 de dezembro de 2025 – O governo confirmou que o salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026, representando um aumento de R$ 103 em relação ao valor atual (R$ 1.518). O reajuste, que soma inflação e ganho real do PIB, passa a valer em janeiro, mas só será pago efetivamente nos salários depositados em fevereiro.
Com o novo valor, diversos benefícios sociais e trabalhistas sofrerão impacto, incluindo abono salarial PIS/Pasep, INSS, BPC, seguro-desemprego, trabalho intermitente, seguro-defeso e as faixas de renda para inscrição no CadÚnico.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
O abono salarial é destinado a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep) que recebem até dois salários mínimos mensais e trabalharam por pelo menos 30 dias no ano-base.
Com o novo mínimo, os valores de pagamento do abono em 2026 variam de R$ 135,08 a R$ 1.621. No entanto, a partir do ano que vem, o limite de renda para receber o benefício deixará de acompanhar o salário mínimo e passará a ser corrigido apenas pela inflação — o que tende a restringir o acesso ao benefício ao longo dos anos.
Os pagamentos devem começar em 15 de fevereiro de 2026, após aprovação do calendário pelo Codefat.
Os benefícios do INSS pagos a partir de fevereiro já virão corrigidos. Quem recebe o piso previdenciário passará a ganhar R$ 1.621. Para os demais beneficiários, o reajuste segue a variação do INPC, acumulado em 4,18% até novembro.
O calendário oficial de pagamentos de 2026 ainda não foi divulgado, mas deve manter a divisão entre quem recebe até um salário mínimo e quem recebe acima do piso.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) seguirá pagando um salário mínimo mensal para idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade. Com o novo valor, o benefício passa a ser de R$ 1.621.
A renda per capita familiar para acesso ao programa também sobe, passando a entrar na faixa entre R$ 405,25 e R$ 810,50. As regras mais rígidas implementadas em 2025 seguem valendo, como a obrigatoriedade do cadastro biométrico e atualização cadastral bienal.
O seguro-desemprego continuará sendo calculado com base na média salarial e nos critérios definidos pelo Ministério do Trabalho. Em 2026, o benefício não poderá ser inferior ao salário mínimo, garantindo piso de R$ 1.621.
Com o reajuste, o salário-hora mínimo passa a R$ 7,37, e o valor diário de referência será de aproximadamente R$ 54,03, impactando trabalhadores contratados por demanda.
O aumento do mínimo também altera os limites de inscrição no Cadastro Único, porta de entrada para programas como Bolsa Família e vale-gás. Podem se inscrever famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 810,50). Acima disso, ainda é possível ser incluído para serviços específicos.
O benefício pago a pescadores artesanais nos períodos de proibição da pesca também passará a ser de R$ 1.621 em 2026, seguindo o valor do piso nacional.
O salário mínimo de 2026 teve aumento total de 6,79%, resultado da soma de:
Leia também | IPCA desacelera para 0,18% em novembro e registra menor inflação para o mês em sete anos
Tags: salário mínimo, salário mínimo 2026, reajuste salário mínimo, PIS Pasep, abono salarial, INSS, aposentadoria, pensão por morte, BPC, Benefício de Prestação Continuada, CadÚnico, Bolsa Família, seguro-desemprego, seguro-defeso, trabalho intermitente, economia, PIB, inflação, INPC, governo federal, política econômica, direitos trabalhistas, benefícios sociais, reajuste anual, Ministério do Trabalho, Ministério do Planejamento