

Inflação de novembro surpreende e volta ao limite da meta | Foto: Aloísio Maurício/Fotoarena//Estadão Conteúdo
10 de dezembro de 2025 – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, desacelerou para 0,18% em novembro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE. Esse é o menor resultado para o mês desde 2018, quando a taxa havia sido de -0,21%.
No acumulado de 2025, a inflação chega a 3,92%, enquanto o índice de 12 meses atingiu 4,46%, retornando ao intervalo de tolerância da meta estabelecida pelo Banco Central, que trabalha com objetivo central de 3% e teto de 4,5%.
As projeções do mercado apontavam para uma alta ligeiramente maior, de 0,20% no mês e de 4,5% no acumulado em 12 meses.
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Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, cinco registraram aumento em novembro. O maior impacto veio de Despesas pessoais (0,77%), influenciado principalmente pela alta em Hospedagem (+4,09%), com destaque para Belém, onde a variação do item atingiu 178,93% devido à realização da COP-30.
O grupo Habitação (0,52%) também exerceu forte influência no índice, puxado pela energia elétrica residencial, que subiu 1,27% e acrescentou 0,05 ponto percentual ao IPCA. O mês também registrou reajustes nas tarifas de água e esgoto em Fortaleza e redução no gás encanado no Rio de Janeiro.
A energia segue sendo um dos itens de maior peso para o consumidor, mesmo com a bandeira tarifária vermelha patamar 1 em vigor. Diversos reajustes impactaram capitais como Goiânia (+19,56%), Brasília (+11,21%), São Paulo (+16,05%) e Porto Alegre (+21,95%).
No acumulado, a energia elétrica registra:
– 15,08% de alta no ano (impacto de 0,58 p.p.)
– 11,41% em 12 meses (impacto de 0,46 p.p.)
Alguns grupos ajudaram a segurar a inflação:
Em contrapartida, alimentos como óleo de soja (2,95%) e carnes (1,05%) registraram aumento. A alimentação fora do domicílio subiu 0,46%, porém com desaceleração frente ao mês anterior.
Entre as regiões, Goiânia teve a maior alta (0,44%), influenciada pela energia elétrica e pelas carnes. Já Aracaju registrou a menor variação (-0,10%), impactada pela queda no conserto de automóvel e na gasolina.
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Tags: IPCA, inflação novembro, IBGE, economia brasileira, Banco Central, meta de inflação, energia elétrica, tarifas públicas, alimentação, transportes, habitação, COP-30, variação regional, preços ao consumidor, índices econômicos, mercado financeiro, custo de vida, consumo, Portal Terra da Luz