

Deputado Glauber Rocha (PSol/RJ) é retirado à força da cadeira da presidência da Câmara dos Deputados | Fotos: reprodução
10 de dezembro de 2025 – O tumulto que tomou conta da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9) gerou críticas generalizadas após o corte da transmissão da TV Câmara, agressões a jornalistas e intervenção da Polícia Legislativa. O episódio ocorreu horas antes da aprovação do PL da Dosimetria, na madrugada desta quarta (10), e reacendeu debates sobre liberdade de imprensa, transparência e atuação da segurança interna da Casa.
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A confusão teve início quando o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a cadeira da presidência ao saber que seu processo de cassação seria pautado. Braga permaneceu no local por cerca de uma hora e afirmou que não sairia espontaneamente. A Polícia Legislativa foi acionada e o retirou à força, em meio a resistência de parlamentares aliados e relatos de agressões durante a operação.
A ação ocorreu longe das câmeras. Jornalistas foram expulsos do plenário e das galerias, e o sinal da TV Câmara foi interrompido — decisão inédita, que gerou indignação de entidades representativas da imprensa.
Repórteres relataram empurrões, puxões e agressões físicas no Salão Verde, onde aguardavam uma fala de Braga. A repórter Carolina Nogueira, do UOL, teve o pescoço pressionado por um policial. Somente gravações feitas por deputados circularam nas redes, denunciando o episódio.
Fenaj, SJPDF, Abraji, ANJ, Abert e Aner divulgaram notas classificando o corte de transmissão e a expulsão da imprensa como violações graves à liberdade de informação e ao direito constitucional de fiscalização pública. As entidades pediram apuração de responsabilidades e medidas para evitar repetição de situações semelhantes.
A assessoria do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não respondeu quem determinou o corte do sinal e o fechamento do plenário à imprensa. Nas redes sociais, Motta afirmou ter solicitado investigação sobre “possíveis excessos”, dizendo ter seguido protocolos de segurança e o regimento interno.
Parlamentares governistas afirmam ter sido agredidos durante a ação e registraram boletins de ocorrência. O deputado Zé Guimarães (PT-CE) criticou a seletividade da segurança: “Por que não foram truculentos quando deputados bolsonaristas ocuparam a Mesa Diretora?”, questionou.
Já Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou a condução da Casa como temerária. Integrantes da oposição, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Kim Kataguiri (União-SP), celebraram a retirada de Braga.
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