

Ministro do Turismo, Celso Sabino | Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Divulgação
08 de dezembro de 2025 – O União Brasil decidiu, nesta segunda-feira (8), expulsar o ministro do Turismo, Celso Sabino, após ele descumprir a ordem da legenda para deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada pela executiva nacional do partido em votação secreta, que registrou 24 votos pela expulsão.
Segundo dirigentes da sigla, Sabino cometeu infidelidade partidária ao permanecer no ministério mesmo após o União Brasil anunciar, em setembro, o desembarque oficial do governo. À época, a cúpula determinou que todos os filiados deveriam deixar seus cargos até o dia 19 daquele mês, sob risco de sanções disciplinares.
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Durante a reunião que selou sua expulsão, o ministro participou remotamente. Em uma rede social, afirmou ter “ficha limpa” e disse que foi afastado porque decidiu permanecer no que considera “o melhor projeto para o Brasil”.
Inicialmente, o ministro chegou a anunciar publicamente que deixaria o comando do Turismo e, inclusive, entregou uma carta de demissão ao presidente Lula. No entanto, recuou dias depois e passou a negociar sua permanência tanto na pasta quanto no União Brasil — sem êxito.
A situação se agravou em outubro, quando Sabino decidiu continuar no ministério, motivado pela visibilidade que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém (PA) poderia proporcionar. O desgaste com a cúpula do partido resultou em sua retirada de cargos internos e na perda do comando do diretório estadual do Pará.
Aliados afirmam que a decisão também teve peso eleitoral. Sabino pretende disputar uma vaga no Senado em 2026 e aposta no apoio do presidente Lula e na exposição gerada pela COP30 para fortalecer sua candidatura. Ainda assim, enfrenta resistência no Pará, onde o governador Helder Barbalho (MDB) articula uma chapa com o presidente da Assembleia Legislativa, Chicão (MDB).
Sabino estava no União Brasil desde 2021, ocupando posições de comando e sendo eleito deputado federal em 2022. Segundo jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por ter sido expulso pela sigla, ele poderá manter o mandato parlamentar e se filiar a outro partido sem risco de perda de cargo.
O ministro afirmou recentemente que só decidirá seu futuro partidário após a conclusão do impasse. Em outubro, durante compromissos em Belém, declarou que apoiaria Lula “independentemente do cenário político”. Ele também indicou que seguirá à frente do Ministério do Turismo até o prazo de desincompatibilização, em abril de 2026, para então disputar as eleições.
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