

Crise familiar expõe fragilidade política do grupo Bolsonaro em meio a articulações do PL | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
02 de dezembro de 2025 — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (2) que pediu desculpas a Michelle Bolsonaro após o embate público ocorrido no fim de semana, envolvendo a ex-primeira-dama e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. A crise foi desencadeada após Michelle criticar a articulação do PL no Ceará para apoiar a possível candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual, o que gerou forte reação interna.
Segundo Flávio, o episódio foi “superado” e será tema de uma reunião convocada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O encontro deve reunir Michelle, os filhos de Jair Bolsonaro e dirigentes da sigla, num momento em que o grupo enfrenta seu maior desgaste político desde a prisão do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
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Flávio relatou ter conversado com Jair Bolsonaro antes de visitá-lo nesta terça-feira, afirmando que já havia se entendido com Michelle. “Pedi desculpas a ela, ela também pediu. A gente vai ter uma reunião no PL para criar uma rotina de tomar decisões em conjunto. Divergências fazem parte”, declarou.
O senador ainda elogiou a ex-primeira-dama, afirmando que ela se tornou “uma referência no país inteiro” e reiterando que ambos seguirão atuando lado a lado nas articulações políticas.
A crise começou quando Michelle criticou publicamente a possível aliança do PL com Ciro Gomes, relembrando ataques recentes do ex-governador ao bolsonarismo. As falas irritaram os filhos de Jair Bolsonaro. Flávio acusou Michelle de “atropelar” a articulação do partido e constranger aliados no Ceará, enquanto Eduardo Bolsonaro, dos Estados Unidos, classificou o episódio como “injusto” e “desrespeitoso”, destacando que a ideia da aliança teria partido do próprio ex-presidente.
Carlos Bolsonaro também se posicionou, pedindo união interna e respeito à liderança do pai. Michelle, por sua vez, divulgou nota afirmando que não havia recebido confirmação pessoal de Jair Bolsonaro sobre o apoio a Ciro e pediu compreensão aos enteados.
A reunião marcada para esta terça-feira deve definir se o PL manterá a articulação com Ciro Gomes. Flávio reforçou que nenhuma decisão foi tomada e que qualquer acordo dependerá da validação de Jair Bolsonaro, mesmo preso. “Os cenários vão ser decididos com ele, de preferência saindo da boca dele quais são as decisões”, afirmou.
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