

STF quer esclarecer contradições sobre doença apresentada pela defesa | Foto: reprodução/InfoMoney
01 de dezembro de 2025 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o general Augusto Heleno passe por uma perícia médica realizada por profissionais da Polícia Federal. O objetivo é comprovar o diagnóstico de Alzheimer utilizado pela defesa para justificar o pedido de prisão domiciliar.
A decisão, obtida pela TV Globo, estabelece que o laudo deve ser concluído em até 15 dias. Moraes afirmou que existem “informações contraditórias” sobre a doença, tanto nas declarações do próprio Heleno quanto nos documentos apresentados por seus advogados.
Durante um exame de corpo de delito realizado na semana passada, o ex-ministro declarou ter recebido diagnóstico de Alzheimer em 2018. No entanto, em manifestação enviada ao STF no sábado (29), a defesa alegou que o diagnóstico foi confirmado apenas em janeiro de 2025, com base em exames de 2024. A divergência levou Moraes a exigir comprovação técnica.
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Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Jair Bolsonaro, foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. Ele está preso desde a última terça-feira (25) em uma sala no Comando Militar do Planalto, após o trânsito em julgado da condenação.
O pedido de prisão domiciliar foi apresentado pela defesa com base no suposto agravamento da condição neurológica do general. Agora, o resultado da perícia da Polícia Federal será determinante para que o STF decida se concede ou nega o benefício.
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Tags: Augusto Heleno, STF, Alexandre de Moraes, perícia médica, Alzheimer, prisão domiciliar, Polícia Federal, golpe de Estado, GSI, Jair Bolsonaro, condenação, ação penal, política brasileira, judiciário, segurança institucional