

No território brasileiro, a rota é toda hidroviária. O caminho sai de Manaus, capital amazonense, e segue pelo Rio Solimões até o município de Santo Antônio do Içá | Foto: reprodução/Prefeitura de Manaus
06 de novembro de 2025 — O governo brasileiro concluiu oficialmente a rota de integração que conecta a Amazônia a quatro portos localizados na costa do Oceano Pacífico, fortalecendo o escoamento de produtos da bioeconomia e impulsionando o comércio exterior sustentável. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, concedeu entrevista exclusiva à CNN Brasil para detalhar o projeto, considerado um marco logístico e ambiental em meio à COP30, que acontece em Belém (PA).
Segundo Tebet, a nova rota fluvial é “a mais sustentável” entre os cinco corredores de integração da América do Sul planejados pelo governo federal, já que o trecho brasileiro é 100% hidroviário. O percurso parte de Manaus (AM), atravessa os rios Solimões, Madeira e Amazonas, e chega ao município de Santo Antônio do Içá, na fronteira com o Peru e a Colômbia.
“Mesmo ainda não inaugurada oficialmente, a rota já está em operação. É uma via fluvial que representa a sustentabilidade em sua essência, pois reduz custos, emissões e tempo de transporte”, explicou a ministra.
A última etapa do projeto foi a dragagem do Alto Solimões, concluída em novembro, que tornou o trecho totalmente navegável. O esforço envolveu cooperação com os governos de Peru, Colômbia e Equador, consolidando um eixo logístico entre a Amazônia e o Pacífico.
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Além de servir como corredor para produtos da floresta — como açaí, borracha, coco e pescado —, a rota também deve ampliar a competitividade de cooperativas e produtores locais. “Garantir a floresta em pé significa oferecer meios de subsistência sustentáveis. Essa rota estimula a bioeconomia e corta caminho para o desenvolvimento”, afirmou Tebet.
O governo também espera que a integração favoreça o escoamento de produtos industrializados da Zona Franca de Manaus, impulsione o turismo ecológico e fortaleça a circulação de mercadorias entre a América Latina e o continente asiático.
No trecho brasileiro, o percurso é fluvial até Santo Antônio do Içá. A partir daí, o trajeto se divide:
Segundo o Ministério do Planejamento, a rota permitirá exportações mais ágeis para a Ásia e reduzirá significativamente o tempo de transporte em relação aos portos do Atlântico.

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