

Produção do 1º veículo com a Plataforma MQB37 será na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), com sistema de propulsão HEV flex | Foto: divulgação
02 de novembro de 2025 — A Volkswagen do Brasil confirmou o início de uma nova era de eletrificação automotiva. A partir de 2026, todos os modelos desenvolvidos na Região América do Sul terão versões eletrificadas, abrangendo híbridos leves (MHEV), híbridos (HEV) e híbridos plug-in (PHEV). O primeiro veículo com a Plataforma MQB37 será produzido na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), com sistema HEV flex, combinando eficiência energética e o uso de biocombustíveis nacionais.
O anúncio foi feito durante cerimônia na unidade Anchieta, com a presença do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e de executivos da Volkswagen, como o chairman Alexander Seitz e o CEO Ciro Possobom.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Para viabilizar a eletrificação de seu portfólio, a Volkswagen adquiriu linhas de crédito de R$ 2,3 bilhões do BNDES, dentro do programa BNDES Mais Inovação. Os recursos serão usados no desenvolvimento dos modelos híbridos e também em tecnologias de ADAS (Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor) e infotainment, com o objetivo de democratizar o acesso a recursos de segurança, conectividade e inteligência artificial.
“Tem início uma nova era da mobilidade sustentável na Volkswagen do Brasil. Estamos democratizando a eletrificação e o acesso a tecnologias avançadas, fortalecendo a engenharia nacional e gerando empregos”, afirmou Ciro Possobom, presidente e CEO da montadora.
A Volkswagen é hoje a maior exportadora do setor automotivo brasileiro, com mais de 4,4 milhões de unidades enviadas a 147 mercados desde 1970. As exportações em 2025 já cresceram 43% entre janeiro e setembro, em relação ao mesmo período de 2024.
A eletrificação é um dos pilares centrais da estratégia ESG da Volkswagen, que busca ser neutra em carbono até 2050, alinhada ao plano global Way to Zero. A montadora foi a primeira fabricante de automóveis do mundo a assinar o Acordo de Paris.
No Brasil, todas as fábricas da Volkswagen utilizam energia 100% limpa, proveniente de fontes renováveis certificadas. A empresa também foi a primeira montadora do País a conquistar o certificado multisites Lixo Zero, e utiliza biometano em parte do processo produtivo, reduzindo em até 99% as emissões de CO₂.
O Way to Zero Center, em São Bernardo do Campo, desenvolve tecnologias de baixo impacto ambiental em parceria com universidades e instituições de pesquisa.
A Volkswagen está investindo R$ 20 bilhões na Região América do Sul até 2028, com uma ofensiva de 21 novos veículos, sendo 17 lançamentos no Brasil. Desse total, oito já chegaram ao mercado, incluindo o Novo T-Cross, Amarok, Nivus, Taos, Virtus e Jetta GLI.
“O apoio do BNDES é fundamental para impulsionar a neoindustrialização e garantir que o Brasil acompanhe a transição energética global”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do banco de fomento.
Leia também | Global Citizen: Amazônia consolida Belém como destino mundial de turismo sustentável antes da COP30
Tags: Volkswagen, eletrificação, carros híbridos, BNDES, Ciro Possobom, Geraldo Alckmin, Aloizio Mercadante, sustentabilidade, Way to Zero, mobilidade elétrica, indústria automotiva, exportações, MQB37, São Bernardo do Campo, ADAS, infotainment, inovação, biocombustíveis, ESG, neutralidade de carbono, carros do futuro, investimento automotivo, montadoras no Brasil