

Mercado reduz projeções para inflação e dólar em 2025 | Foto: REUTERS/Adriano Machado
27 de outubro de 2025 — As expectativas do mercado financeiro para a inflação e o câmbio foram reduzidas pela quinta semana consecutiva, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central. A nova estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,70% para 4,56%, confirmando tendência de desaceleração dos preços.
A previsão para o dólar também foi revisada, caindo de R$ 5,45 para R$ 5,41, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) teve leve recuo, passando de 2,17% para 2,16%. Já a taxa Selic foi mantida em 15%, pela 18ª semana consecutiva.
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Para os próximos anos, o Boletim Focus mostra uma continuidade no cenário de desinflação. A projeção para 2026 caiu de 4,27% para 4,20%, enquanto para 2027 houve leve recuo de 3,83% para 3,82%. Já para 2028, a expectativa de inflação passou de 3,60% para 3,54%, reforçando o otimismo com o controle dos preços no médio prazo.
O IGP-M, índice que mede a inflação do aluguel e dos custos ao produtor, também registrou queda significativa: a previsão para 2025 recuou de 0,87% para 0,49%. As projeções para os anos seguintes variam entre 4% e 3,86%.
Em relação aos preços administrados, que incluem tarifas públicas e combustíveis, a estimativa para 2025 caiu de 4,97% para 4,92%. Para 2026, a projeção ficou em 3,89%, e para 2028, houve leve aumento de 3,60% para 3,70%.
No câmbio, as projeções de estabilidade prevalecem. Para 2026, a estimativa foi mantida em R$ 5,50, e para 2027 e 2028 houve redução marginal, com o dólar projetado também em R$ 5,50.
O PIB brasileiro, por sua vez, teve um leve ajuste. A mediana das projeções para 2026 caiu de 1,80% para 1,78%. Para 2027, subiu ligeiramente de 1,80% para 1,81%, e para 2028 segue estável em 2% há 85 semanas, sinalizando um cenário de crescimento moderado e sustentado.
A taxa básica de juros (Selic) permanece com projeção de 15% em 2025, sem alterações nas últimas 18 semanas. Para 2026, a expectativa é de queda para 12,25%, recuando para 10,50% em 2027 e estabilizando em 10% em 2028, há 44 semanas consecutivas.
Esses números reforçam o cenário de transição para uma política monetária mais flexível, com foco na estabilidade da inflação e recuperação gradual da economia.
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