

A operação de retirada começou no sábado (18) e foi concluída dois dias depois, utilizando um processo de reflutuação que envolveu dez mergulhadores e o uso de balões com capacidade para suportar até cinco toneladas | Foto: reprodução
21 de outubro de 2025 — Dez meses após o colapso da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava as cidades de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), uma das carretas envolvidas no acidente foi finalmente retirada do Rio Tocantins nesta segunda-feira (20). O veículo transportava ácido sulfúrico, mas, segundo órgãos ambientais, a substância foi diluída pelo rio, sem causar impactos significativos ao ecossistema.
A operação de retirada começou no sábado (18) e foi concluída dois dias depois, utilizando um processo de reflutuação que envolveu dez mergulhadores e o uso de balões com capacidade para suportar até cinco toneladas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) coordenou a ação, que também utilizou geradores, lanchas, balsas de apoio, guindastes e escavadeiras.
Além da carreta, as equipes conseguiram recuperar a cabine do caminhão e três recipientes de agrotóxicos. Todo o material retirado foi encaminhado à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para os procedimentos legais.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Entre os sete veículos que caíram no rio durante o desabamento, três transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de agrotóxicos. Ainda permanecem submersos uma carreta completa, uma caminhonete e duas motocicletas, cuja retirada dependerá de trabalho de dragagem nas próximas semanas.
De acordo com nota conjunta da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as análises da qualidade da água indicam que não houve alterações químicas relevantes no Rio Tocantins. A nota também ressalta que a grande vazão do rio diluiu o ácido sulfúrico, evitando danos à fauna aquática e à vegetação das margens.
O colapso da ponte, ocorrido em dezembro de 2024, resultou em 14 mortes e três desaparecidos. Uma nova estrutura está sendo construída no mesmo local e, segundo o Dnit, mais de 75% das obras já foram concluídas, com previsão de entrega até o final de 2025.
Leia também | Polícia Civil de São Paulo cumpre mandados em postos ligados a organizações criminosas
Tags: Ponte JK, Rio Tocantins, acidente rodoviário, Aguiarnópolis, Estreito, Tocantins, Maranhão, Dnit, Ibama, ANA, meio ambiente, recuperação ambiental, ácido sulfúrico, agrotóxicos, tragédia, infraestrutura, obras públicas, engenharia, segurança viária, transporte de cargas, resgate, mergulhadores, Brasil, sustentabilidade, reconstrução, rodovias federais, Portal Terra da Luz