

Peritos trabalham no Louvre após o roubo a joias da coleção do museu — Foto: Thibault Camus/AP
20 de outubro de 2025 — Em um crime que surpreendeu o mundo, criminosos invadiram o Museu do Louvre, em Paris, e roubaram nove joias da histórica coleção da Galeria de Apolo, que abriga tesouros da monarquia francesa. A invasão ocorreu na manhã deste domingo, levando as autoridades francesas a suspenderem imediatamente a visitação pública e fecharem o museu por tempo indeterminado.
De acordo com o Ministério da Cultura da França, uma das joias roubadas — a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III — foi encontrada danificada nas proximidades do museu. A peça é composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas, e possui valor histórico incalculável.
Segundo informações divulgadas pela imprensa francesa, os criminosos usaram uma plataforma de elevação para subir pela fachada do Louvre, arrombaram uma janela, quebraram vitrines e fugiram com as joias em uma ação que durou menos de cinco minutos.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, classificou o caso como um “grande roubo” e afirmou que os assaltantes “sabiam exatamente o que estavam fazendo”. Ele destacou que as joias levadas têm “valor inestimável” e são parte do patrimônio histórico da França.
As investigações apontam que quatro pessoas participaram da ação: dois disfarçados de operários e outros dois aguardando do lado de fora em scooters. A quadrilha teria utilizado um guindaste e uma rota de serviço para acessar a galeria.
A polícia francesa está analisando imagens de câmeras de segurança e entrevistando funcionários presentes no momento do crime. Nenhuma pessoa ficou ferida durante o assalto.

O Museu do Louvre, o mais visitado do mundo, abriga mais de 33 mil obras de arte, incluindo a Mona Lisa, a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia. A Galeria de Apolo, cenário do roubo, foi construída no século XVII, a pedido do rei Luís XIV, e é conhecida por reunir as joias mais valiosas da monarquia francesa, incluindo o diamante Regent, de 140 quilates, que não foi levado.
Historicamente, o museu já foi palco de outros furtos, o mais célebre em 1911, quando a Mona Lisa foi roubada e recuperada dois anos depois em Florença.
O episódio reacendeu o debate sobre segurança e manutenção no museu, que enfrenta superlotação e falta de pessoal. Em junho deste ano, o Louvre já havia atrasado sua abertura devido a uma greve de funcionários por melhores condições de trabalho.
A situação também repercutiu no campo político. O líder de extrema direita Jordan Bardella classificou o assalto como uma “humilhação nacional” e criticou o governo de Emmanuel Macron. O presidente, por sua vez, recentemente lançou o projeto “Nova Renascença do Louvre”, que prevê investimentos de mais de € 700 milhões para modernização e ampliação do museu até 2031.
Enquanto as autoridades tentam compreender como um crime dessa magnitude pôde ocorrer em pleno dia, o mundo observa em choque o que já é considerado um dos assaltos mais audaciosos da história da arte europeia.
Leia também | Governo investe R$ 3,8 milhões na urbanização da Orla de Cametá-Tapera
Tags: Museu do Louvre, Paris, França, roubo de joias, arte, cultura, patrimônio histórico, coroa da imperatriz Eugênia, Napoleão III, Galeria de Apolo, diamantes, esmeraldas, Laurent Nuñez, Rachida Dati, Emmanuel Macron, Jordan Bardella, segurança de museus, assalto cinematográfico, Mona Lisa, história da arte, turismo em Paris, patrimônio francês, joias da coroa, investigação policial, roubo internacional, Portal Terra da Luz