

Investimento amplia oportunidades para estudantes da rede pública | Foto: Ricardo Stuckert / PR
18 de outubro de 2025 — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou neste sábado (18), em São Bernardo do Campo (SP), o novo edital da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que será lançado em dezembro de 2025. O programa contará com investimento de R$ 108 milhões, com previsão de contemplar até 500 projetos em 2026 voltados à preparação de estudantes da rede pública em situação de vulnerabilidade social para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares.
Instituída pelo Decreto nº 12.410/2025, a CPOP oferece suporte técnico e financeiro a cursinhos populares de todo o país. No primeiro edital, lançado em 2024, o programa beneficiou 384 cursinhos e mais de 12 mil estudantes, com investimento total de R$ 74 milhões. Cada projeto recebeu até R$ 163,2 mil para pagamento de professores, coordenadores e equipe técnica, além de auxílio-permanência de R$ 200 mensais para até 40 alunos por unidade.
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O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a meta é ampliar o número de cursinhos apoiados para 700 até o final do governo Lula. Segundo ele, a iniciativa busca transformar a CPOP em política pública permanente, garantindo igualdade de oportunidades e inclusão social por meio da educação.
Camilo também ressaltou que a criação da CPOP soma-se a programas estruturantes das gestões de Lula, como o Prouni, o Sisu, o Enem e o Fies, além de ações voltadas à alfabetização, ensino integral e o programa Pé-de-Meia, que tem ajudado a reduzir a evasão escolar pela metade.
“O grande avanço é dar à universidade a cara do Brasil. A educação é o único caminho de transformação da sociedade, e o professor deve ser a profissão mais valorizada do país”, afirmou o ministro.
Também presente ao evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou a importância da política de cotas e do Prouni como instrumentos de inclusão e justiça social. Ele lembrou que, até meados dos anos 2000, estudantes da rede pública enfrentavam grandes dificuldades para ingressar e permanecer em universidades privadas, devido aos custos de transporte e alimentação.
“Reservar metade das vagas nas universidades públicas para alunos da rede pública foi uma verdadeira reforma agrária do ensino superior brasileiro. Hoje, as universidades têm mais diversidade, mais representatividade e mais qualidade”, afirmou Haddad.
O ministro também defendeu que o financiamento da educação pública de qualidade deve envolver maior contribuição dos grupos mais ricos, garantindo que a universidade pública brasileira seja cada vez mais plural, inclusiva e transformadora.
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