

O olhar da psicologia sobre o suicídio | Foto: Kiriakos Verros / Unsplash
16 de setembro de 2025 — Setembro é o mês marcado pela campanha Setembro Amarelo, uma iniciativa dedicada à prevenção do suicídio e à valorização da vida. Criada em 2015 no Brasil pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), a mobilização tem como objetivo central ampliar o debate público sobre saúde mental, reduzir estigmas e orientar a sociedade sobre a importância de reconhecer os sinais de sofrimento emocional, que podem ser cruciais para salvar vidas.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, configurando-se como uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde registra, em média, 14 mil casos anualmente, underscoring a urgência do tema.
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A psicologia reconhece o suicídio como um fenômeno multifatorial, resultante de uma complexa combinação de aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Entre os principais fatores de risco identificados por especialistas estão transtornos mentais (como depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias), histórico de tentativas anteriores, vivências traumáticas e fatores sociais como isolamento e dificuldades econômicas.
Para Roseli Filizatti, professora do curso de Psicologia da Wyden, falar abertamente sobre o assunto é o primeiro passo para a prevenção. “A psicologia entende que o sofrimento psíquico intenso pode levar a pessoa a acreditar que não há saída. Por isso, quando abrimos espaço para a escuta e oferecemos apoio, ampliamos as possibilidades de cuidado e de ressignificação da vida”, explica. Ela ressalta que, embora os fatores de risco existam, eles não determinam o comportamento suicida, e uma rede de apoio sólida é um recurso protetivo fundamental
A campanha Setembro Amarelo busca educar a população para reconhecer os sinais de alerta, que são comportamentos que indicam um possível sofrimento profundo. Entre os principais sinais estão: isolamento social repentino, alterações significativas no sono ou apetite, perda de interesse por atividades antes prazerosas, expressões frequentes de desesperança e comentários sobre morte ou desejo de desaparecer.
“Identificar os sinais é um passo importante, mas o mais essencial é não minimizar o sofrimento do outro. Escutar sem julgamentos e encaminhar para ajuda especializada são gestos que podem fazer toda a diferença”, reforça a docente. Em casos de crise, é fundamental buscar atendimento psicológico ou psiquiátrico, conversar com pessoas de confiança e, principalmente, utilizar canais de ajuda imediata.
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Tags: Setembro Amarelo, Prevenção ao Suicídio, Saúde Mental, Psicologia, CVV, Apoio Emocional, Depressão, Bem-Estar, Campanha de Conscientização, Valorização da Vida