

Imagens de satélite dos preparativos para o desfile militar do Dia da Vitória em Pequim | Foto: Maxar Technologies via Reuters
02 de setembro de 2025 – A China se prepara para realizar nesta quarta-feira (3), em Pequim, o maior desfile militar dos últimos seis anos, em comemoração aos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. O evento, além de celebrar a vitória sobre o Japão em 1945, será usado como vitrine para apresentar a nova geração de armas chinesas e reafirmar a posição do país como rival estratégico dos Estados Unidos.
Em 2024, a China respondeu por 12% dos gastos militares mundiais, com cerca de US$ 314 bilhões, ficando atrás apenas dos EUA, que destinaram quase US$ 1 trilhão. O país asiático já possui a maior frota naval do mundo, com mais de 340 navios de guerra, incluindo porta-aviões, destróieres de mísseis guiados e navios de assalto anfíbios.
Além disso, a China vem avançando na produção de aeronaves de combate furtivas, drones aéreos e submarinos não tripulados, além de mísseis hipersônicos capazes de atingir porta-aviões, elevando sua capacidade de dissuasão em um cenário de tensão no estreito de Taiwan.
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De acordo com analistas, o desfile não tem apenas caráter comemorativo. Ele busca consolidar a imagem da China como potência militar global, reforçar a aliança entre o Partido Comunista e o Exército de Libertação Popular e servir como recado a rivais estratégicos no Indo-Pacífico.
Para Fernanda Magnotta, analista da CNN, a China quer mostrar ao mundo que não está isolada e que exerce influência em um sistema internacional multipolar. Já o professor Pedro Brites, da FGV, avalia que a exibição é também um ato de dissuasão, voltado a países que cogitem adotar uma postura agressiva contra Pequim.
Entre as autoridades confirmadas para acompanhar o desfile estão o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian — todos adversários históricos dos Estados Unidos.
Na véspera do evento, o presidente Xi Jinping reuniu mais de 20 líderes internacionais durante a Cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, reforçando a ideia de uma nova ordem mundial apoiada por países que buscam alternativas ao modelo ocidental.
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Tags: China desfile militar, poderio militar chinês, Segunda Guerra Mundial 80 anos, Xi Jinping, Vladimir Putin, Kim Jong-un, Estados Unidos, armas hipersônicas, frota naval chinesa, Indo-Pacífico, geopolítica mundial