

Energia elétrica lidera pressão inflacionária | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
10 de julho de 2025 — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de junho com alta de 0,24%, registrando a quarta desaceleração consecutiva da inflação no país. A queda foi impulsionada principalmente pela redução no preço dos alimentos, após nove meses consecutivos de alta. Por outro lado, a conta de luz voltou a pesar no bolso dos brasileiros com a bandeira vermelha, sendo o item com maior impacto no índice.
A energia elétrica residencial subiu 2,96% no mês, respondendo por 0,12 ponto percentual do IPCA. A alta se deve à entrada em vigor da bandeira vermelha patamar 1, que adiciona R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. O aumento foi sentido especialmente em Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro, segundo o IBGE.
Caso a energia elétrica fosse desconsiderada do cálculo, o IPCA teria ficado em 0,13%, segundo o gerente do índice, Fernando Gonçalves.
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O grupo alimentação e bebidas caiu 0,18%, com destaque para alimentos consumidos em casa, como ovos (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). A redução foi possível devido ao bom desempenho da safra agrícola, que aumentou a oferta interna.
Já a alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,46% em junho, após ter avançado 0,58% em maio.
O grupo transportes registrou variação positiva de 0,27%, com destaque para o transporte por aplicativo, que disparou 13,77% no mês. Em contrapartida, os combustíveis tiveram queda média de 0,42%.
Apesar da desaceleração, o IPCA acumulado em 12 meses atingiu 5,35%, ultrapassando pelo sexto mês consecutivo o teto da meta do governo federal, fixado em 4,5%. O maior patamar do ano foi registrado em abril, com 5,53%.
O índice de difusão, que mede o percentual de itens com alta de preços, foi de 54%, o menor desde julho de 2024.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que reflete a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, teve variação de 0,23% em junho e acumula 5,18% em 12 meses.
Como os alimentos pesam mais no orçamento das famílias de baixa renda (25% no INPC contra 21,86% no IPCA), a queda nesse grupo ajudou a conter o avanço do índice.
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