

Tâmara Lacerda (violão, voz e composições) e Ranier Oliveira (acordeom, voz e composições) participam do evento com oficina de ritmos nordestinos e se apresentam no espetáculo Encontro Norte/Nordeste | Foto: divulgação
09 de julho de 2025 — Dois talentos da música do Cariri cearense ganham destaque na cena nacional ao integrarem a programação do Festival Choro Jazz, que acontece esta semana em Soure, na Ilha do Marajó (PA). Os músicos Ranier Oliveira (acordeom, voz e composições) e Tâmara Lacerda (violão, voz e composições) participam do evento com oficina de ritmos nordestinos e se apresentam no espetáculo Encontro Norte/Nordeste, marcado para o sábado, dia 12 de julho.
Na oficina, Ranier e Tâmara abordam os principais ritmos tradicionais do Nordeste, como forró, baião, xaxado, xote e pé de serra. O foco das aulas tem sido músicas do cancioneiro de Luiz Gonzaga, destacando semelhanças e diferenças entre os subgêneros, além de contextualizar a riqueza da sonoridade nordestina para os participantes da região amazônica.
“Estamos explicando como esses ritmos dialogam entre si e mostrando como a música popular nordestina pode ser interpretada com diferentes formações e arranjos”, disse Ranier Oliveira.
O show será apresentado ao lado do grupo amazonense Gaponga, em uma performance colaborativa que mistura instrumentos do Norte e do Nordeste. A parceria surgiu após um encontro entre os artistas no aniversário da Petrobras, em Manaus.
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O Festival Choro Jazz 2025 celebra sua 16ª edição com uma programação que une tradição e inovação musical. Artistas como Egberto Gismonti, Jane Duboc, Arismar do Espírito Santo, Nilson Chaves, Gilson Peranzzetta e Gabriel Grossi dividem o palco com mestres da cultura marajoara e grupos folclóricos locais, em uma verdadeira celebração da diversidade musical brasileira.
A curadoria do festival, comandada por Ivan Capucho, tem como proposta o fortalecimento da cultura local por meio do diálogo com grandes nomes da música nacional, fomentando a economia criativa de Soure por meio do turismo e da valorização da arte regional.
“A cultura, quando enraizada e compartilhada com respeito, tem esse poder de ativar territórios de forma profunda”, destacou Capucho.
A edição de 2025 conta com identidade visual inspirada nas cerâmicas marajoaras, assinada pelo artista Caio Guedes, e oficinas formativas que conectam mestres da cultura tradicional com jovens talentos de todo o país.
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