

A construção civil é responsável pela extração de mais de um terço dos recursos naturais retirados do Brasil e 50% da energia gerada abastece a operação das edificações | Foto: Fco Fontenele/O POVO
De acordo com um estudo do Conselho Internacional da Construção (CIB), a construção civil é responsável pela extração de mais de um terço dos recursos naturais retirados do Brasil e 50% da energia gerada abastece a operação das edificações. O setor também é um dos que mais produzem resíduos sólidos, líquidos e gasosos, por isso é tão importante que empresas desse segmento percebam que, além de obterem maior lucro, colocar em prática o ESG (environmental, social and governance) – adotar boas práticas sociais, ambientais e gerenciais, impactando positivamente seus públicos de interesse.
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Acredito que a sustentabilidade é o caminho mais certo. As tendências geradas pelo mercado de imóveis visam ampliar conceitos e integrar princípios mais sustentáveis ao mercado, uma vez que a proteção ao meio ambiente deve ser uma das prioridades para as organizações. Isso nos leva a uma reflexão: até que ponto uma corporação trabalha em prol de objetivos sociais?
As empresas já perceberam que além de obterem maior lucro a longo prazo, adotar boas práticas geram benefícios para seus colaboradores e também para a comunidade. Hoje, a adoção dessa política é um critério importante de escolha para investidores. Estima-se que a agenda ESG deve gerar US$ 53 trilhões em 2025. E isso não é pouca coisa.
O compromisso de pensar nesse assunto é uma maneira de zelar pelo futuro das próximas gerações e reforça a importância de possuir profissionais preparados e conscientes. Outro ponto válido a destacar é que esse segmento é um dos setores que mais gera emprego no mercado, o que impacta na economia. Os números dos últimos anos apontam para um cenário instável, mas com melhora gradativa nos próximos anos. No entanto, além de fortalecer a economia, o setor deve proporcionar desenvolvimento social.
Por todos esses aspectos, a expectativa em torno da construção civil para o decorrer do próximo ano continua sendo de um bom cenário e com boas perspectivas de mais empresas possam surpreender e contribuir para a melhoria da atividade, impactando positivamente na vida das pessoas.
Luciano Pinheiro é gerente de obras da CMM Engenharia
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