

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em encontro na Casa Branca, em Washington | Foto: REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo
28 de janeiro de 2026 – O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu manter a taxa básica de juros do país na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, menor nível desde setembro de 2022. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (28) e já era amplamente aguardada por analistas do mercado financeiro.
Com o movimento, o Fed interrompe um ciclo de três cortes consecutivos nos juros. Na reunião anterior, realizada em dezembro, a autoridade monetária havia reduzido a taxa em 0,25 ponto percentual, diante de sinais de desaceleração da economia americana.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
A primeira definição de política monetária em 2026 acontece em meio à escalada das tensões entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o comando do Fed. O republicano tem intensificado críticas ao presidente da instituição, Jerome Powell, e questionado a condução da política de juros no país.
Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) destacou que a geração de empregos segue moderada, com a taxa de desemprego mostrando sinais de estabilidade. O colegiado também ressaltou que a inflação permanece “um pouco elevada” e que a incerteza sobre as perspectivas econômicas ainda é alta.
“O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato, que envolve estimular o emprego e controlar a inflação”, afirmou o Fed, ao justificar a manutenção da taxa dos fundos federais.
A decisão não foi unânime. Além de Jerome Powell e do vice-presidente John C. Williams, oito dirigentes votaram pela manutenção dos juros. Outros dois diretores defenderam um novo corte de 0,25 ponto percentual, sinalizando divisões internas sobre o ritmo de afrouxamento monetário.
Desde que Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em janeiro de 2025, esta foi a nona decisão de juros do Fed. O período tem sido marcado por impactos econômicos da guerra tarifária promovida pelo governo americano, que elevou incertezas e pressionou a inflação ao consumidor.
No segundo semestre de 2025, indicadores de um mercado de trabalho mais fraco abriram espaço para cortes de juros, mesmo com a inflação ainda acima da meta de 2%, cenário que segue dividindo opiniões dentro do banco central.
A manutenção dos juros em patamar considerado elevado nos Estados Unidos mantém os rendimentos dos títulos públicos americanos, as Treasuries, atrativos para investidores globais. Esse movimento tende a fortalecer o dólar frente a outras moedas e reduzir o fluxo de capital para mercados emergentes, como o Brasil.
Com o dólar mais forte, aumenta a pressão inflacionária no país, o que pode influenciar decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e contribuir para a manutenção de juros elevados por mais tempo na economia brasileira.
Leia também | Governo avalia enviar projeto que unifica propostas para o fim da escala 6×1
Tags: Federal Reserve, Fed, juros nos Estados Unidos, taxa de juros americana, economia dos EUA, política monetária, Donald Trump, Jerome Powell, mercado financeiro, inflação, desemprego nos EUA, Treasuries, dólar, câmbio, economia global, reflexos no Brasil, Banco Central dos EUA, Portal Terra Da Luz