
Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília, sede das decisões sobre a política fiscal e emissões de títulos do Tesouro Nacional | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
10 de fevereiro de 2026 – O Tesouro Nacional anunciou nesta segunda-feira (9) o resultado da primeira emissão de títulos soberanos do Brasil no mercado internacional em 2026. A operação, realizada nos Estados Unidos, movimentou US$ 4,5 bilhões, com a emissão de um novo título de dez anos e a reabertura de papéis com vencimento em 2056.
Do total captado, US$ 3,5 bilhões correspondem ao novo Global 2036, enquanto outros US$ 1 bilhão vieram da reabertura do Global 2056, de 30 anos. Segundo o Tesouro, o resultado reforça a confiança do mercado internacional na dívida soberana brasileira.
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O Global 2036, com vencimento em 22 de maio de 2036, foi emitido no valor recorde de US$ 3,5 bilhões para papéis de dez anos do Tesouro Nacional. Os juros foram fixados em 6,4% ao ano, com cupom de 6,25% pagos semestralmente, nos meses de maio e novembro.
O título apresentou spread de 220 pontos-base acima dos papéis do Tesouro dos Estados Unidos. Tanto os juros quanto o spread funcionam como indicadores de risco percebido pelo mercado internacional, refletindo a avaliação dos investidores sobre a capacidade de pagamento do país.
Em comparação à emissão de novembro do ano passado, os juros e o spread foram levemente superiores. Na ocasião, o Tesouro havia captado recursos a 6,2% ao ano, com spread de 210,9 pontos-base.
Na reabertura do Global 2056, o Brasil captou US$ 1 bilhão com vencimento em 12 de janeiro de 2056. O papel pagará juros de 7,3% ao ano, com cupom de 7,25% e spread de 245 pontos-base em relação aos títulos de 30 anos do Tesouro norte-americano.
De acordo com o Tesouro Nacional, esse foi o menor spread para um título brasileiro de 30 anos desde julho de 2014. Na comparação com a última emissão do Global 2056, realizada em setembro do ano passado, houve queda tanto nos juros quanto no spread, que à época eram de 7,5% ao ano e 252,7 pontos-base.
A operação registrou forte interesse dos investidores internacionais. O livro de ordens alcançou cerca de US$ 12 bilhões, o equivalente a uma demanda 2,7 vezes superior ao volume ofertado.
“O resultado, com alta demanda, elevado volume e spreads mais baixos, evidencia a confiança dos investidores na robustez e na atratividade da dívida soberana brasileira”, destacou o Tesouro Nacional em nota oficial.
A emissão foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. Os recursos captados serão incorporados às reservas internacionais do Brasil no dia 19 de fevereiro.
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