Entre os investigados com prisão decretada estão oito servidores do INSS, 17 advogados e 14 intermediários dos dois Estados | Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (9/11), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada na concessão fraudulenta de quase 2 mil benefícios de aposentadoria rural por idade. Batizada de Bússola, a operação cumpre 96 mandados judiciais, sendo 16 mandados de prisão preventiva; 23 mandados de prisão temporária e 57 mandados de busca e apreensão.
Segundo as investigações, a organização cometia as fraudes mediante a falsificação e o uso de documentos públicos em cidades do Maranhão e Piauí. As ações ocorrem nos municípios de Teresina, Luzilândia, Demerval Lobão, Santo Antônio dos Milagres, no Piauí e também em e São João do Sóter, no Maranhão. Todos os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Teresina.
Durante as apurações, os policiais identificaram 1.975 benefícios de aposentadoria rural por idade com indícios de fraude. A estimativa é que as aposentadorias fraudulentas tenham causado um prejuízo ao INSS de R$ 55,8 milhões.
“Entre os investigados com prisão decretada estão oito servidores do INSS, 17 advogados e 14 intermediários dos Estados do Piauí e Maranhão. A Justiça Federal também determinou o bloqueio das contas dos presos e a suspensão do exercício da função pública para os servidores do INSS”, informou a PF.
De acordo com a PF, além dos mandados de busca, apreensão e de prisão preventiva, a Justiça também determinou a imediata suspensão de 160 benefícios concedidos a pessoas fictícias (existentes apenas no papel) e a imediata revisão de 1.975 benefícios com indícios de fraude, medida que evitará um prejuízo futuro estimado em R$ 623 milhões.
Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil – Brasília
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