

O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso na sede da Polícia Federal, em Brasília | Foto: divulgação
14 de janeiro de 2026 – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar, alegando que o estado de saúde do político, de 70 anos, estaria debilitado e exigiria cuidados incompatíveis com o regime atual de cumprimento da pena.
Condenado em setembro pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre pena desde novembro em uma sala especial da Polícia Federal (PF), em Brasília. Desde a condenação, os advogados já apresentaram outros pedidos semelhantes, todos negados pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
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No novo pedido, protocolado na noite de terça-feira (13), a defesa afirma que há “riscos clínicos concretos e reiteradamente advertidos pela equipe médica”, que teriam deixado de ser apenas projeções para se tornarem uma “realidade objetiva”.
Segundo os advogados, a prisão domiciliar não seria um benefício, mas a única medida juridicamente adequada para compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do ex-presidente.
Bolsonaro está preso nas dependências da Polícia Federal desde 22 de novembro, quando teria tentado violar a tornozeleira eletrônica que utilizava. Desde então, foi autorizado mais de uma vez a sair sob escolta para atendimento em hospital particular, incluindo a realização de uma cirurgia de correção de hérnia inguinal.
Em 7 de janeiro, o ex-presidente também foi levado ao hospital após sofrer uma queda dentro da sala especial onde está detido. Exames apontaram um traumatismo craniano leve, segundo informações da defesa.
Em decisões anteriores, o ministro Alexandre de Moraes entendeu não haver fundamento legal para a concessão da prisão domiciliar, ressaltando que a equipe médica da Polícia Federal possui condições de prestar o atendimento necessário ao preso.
No novo pedido, a defesa também invoca o princípio da isonomia, citando o caso do ex-presidente Fernando Collor, que obteve prisão domiciliar cerca de uma semana após ser preso, após comprovar problemas de saúde como transtornos de personalidade e de humor.
Os advogados argumentam que Bolsonaro sofre de diversas enfermidades decorrentes da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018 e que seu quadro clínico seria “ainda mais grave” do que o apresentado por Collor.
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