

Israel intensifica ataques ao Irã e relega Gaza a segundo plano | Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
14 de junho de 2025 — Em uma guinada estratégica na condução da guerra, as Forças Armadas de Israel anunciaram neste sábado (14) que o Irã se tornou a principal frente de combate, relegando Gaza a uma “posição secundária”. A decisão representa uma escalada no conflito, com potencial de desdobramentos internacionais de larga escala.
Segundo as autoridades israelenses, a mudança de foco decorre de ações recentes do Irã e da ameaça iminente de avanço no seu programa nuclear. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que ataques iranianos contínuos poderão resultar na “destruição total de Teerã”.
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Nas últimas 24 horas, o Exército israelense realizou um ataque sem precedentes ao solo iraniano, atingindo mais de 200 alvos, incluindo instalações nucleares e bases militares. Nove cientistas nucleares e membros da cúpula militar iraniana foram mortos. Um dos principais alvos foi a instalação de Fordow, considerada vital no programa de enriquecimento de urânio do país.
Imagens divulgadas pelas forças israelenses mostram a destruição de defesas aéreas e lançadores de mísseis. Apesar da profundidade da instalação de Fordow, o governo iraniano afirmou ter removido os equipamentos sensíveis antes dos bombardeios. Segundo Teerã, os danos foram “administráveis”.
A mídia estatal do Irã reportou a morte de mais de 60 civis, incluindo 20 crianças, após bombardeios israelenses a um conjunto residencial em Teerã. O Irã respondeu lançando mísseis que deixaram duas pessoas mortas e 19 feridas em território israelense.
Em pronunciamento, o líder iraniano aiatolá Ali Khamenei foi diretamente advertido: “Se continuar a disparar mísseis contra Israel, Teerã vai queimar”, declarou Katz.
Diante da escalada, os Estados Unidos afirmaram que já estão ajudando a interceptar drones e mísseis iranianos. O presidente Donald Trump garantiu apoio militar a Israel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou solidariedade. Já o Reino Unido, por meio do premiê Keir Starmer, disse não ter participado da ofensiva e pediu moderação.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que os ataques de Israel representam uma “declaração de guerra” e ameaçou atingir bases militares e navios dos EUA, França e Reino Unido caso haja intervenção direta para impedir represálias iranianas.
O diplomata americano McCoy Pitt, em sessão do Conselho de Segurança da ONU, advertiu que qualquer ataque contra cidadãos ou bases americanas terá “consequências terríveis” para o Irã.
O mundo acompanha com tensão o desenrolar do conflito, que já deixou mais de 140 mortos em ambos os países desde sexta-feira e ameaça colocar o Oriente Médio novamente no centro de uma guerra de grandes proporções.
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