

China intensifica programa espacial com nova tripulação e planos para base lunar | Foto: reprodução
A China vai lançar ainda nesta semana a missão Shenzhou-20, mais um avanço do ambicioso programa espacial do país que pretende levar astronautas à Lua até o fim da década. A espaçonave tripulada partirá do centro de lançamento de Jiuquan, no noroeste do território chinês, com destino à estação espacial Tiangong, onde os três astronautas a bordo permanecerão por cerca de seis meses.
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A nova missão faz parte da estratégia da China de se tornar uma potência espacial global. A Agência de Voos Espaciais Tripulados da China (CMSA) informou que os sistemas de lançamento e os equipamentos estão em perfeitas condições, com testes e inspeções sendo realizados conforme o cronograma.
Apesar de ainda não terem sido divulgadas as identidades dos astronautas da missão Shenzhou-20, a equipe está em boas condições físicas e mentais, segundo a CMSA. O objetivo é dar continuidade à série de experiências científicas iniciadas com a missão Shenzhou-19, como os testes com materiais que simulam o solo lunar.
A tripulação anterior, liderada por Cai Xuzhe, incluiu também Wang Haoze, a única engenheira espacial em atividade da China, e Song Lingdong. A missão deles será concluída em 29 de abril.
Com investimentos de bilhões de dólares, a China já garantiu importantes marcos no setor aeroespacial, como o envio de sondas para a Lua e Marte. Em 2019, o país foi o primeiro a pousar uma nave no lado oculto da Lua e, dois anos depois, um robô chinês chegou ao solo marciano.
A estação espacial Tiangong, cujo módulo central foi lançado em 2021, será utilizada por pelo menos mais dez anos. A expectativa é que missões como a Shenzhou-20 fortaleçam a base de conhecimento e a capacidade técnica necessárias para construir uma base lunar até 2030, conforme anunciado pelo governo de Xi Jinping.
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