

Medidas serão anunciadas nos próximos dias, diz ministro | Foto: reprodução
31 de julho de 2025 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (30) que o governo prepara um plano emergencial para apoiar os setores brasileiros impactados pela nova sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos. Segundo ele, as medidas devem ser anunciadas nos próximos dias e terão foco na proteção da indústria, manutenção de empregos e apoio ao agronegócio.
A sobretaxa, formalizada por decreto do presidente Donald Trump, surpreendeu positivamente o governo brasileiro por incluir uma lista de 700 exceções — o que, segundo Haddad, abre espaço para negociações futuras. “Estamos em um ponto de partida mais favorável do que se imaginava”, afirmou o ministro.
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Apesar das exceções, setores como o de café, carne bovina e frutas serão fortemente impactados. O ministro classificou como “dramáticos” alguns dos casos. “Há muita injustiça nas medidas anunciadas. Há setores que não precisariam estar sendo afetados. Nenhum, a rigor, mas há casos que deveriam ser considerados imediatamente”, declarou Haddad.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que a nova tarifa compromete a viabilidade das exportações de carne bovina para os EUA, que já estavam sujeitas a uma alíquota de 26,4%. Em 2024, os EUA importaram 229 mil toneladas de carne bovina do Brasil, e a expectativa para 2025 era de 400 mil toneladas.
Haddad afirmou que os atos do novo plano já estão em elaboração pelo Ministério da Fazenda e devem ser encaminhados em breve à Casa Civil. Entre as medidas previstas estão linhas de crédito para empresas exportadoras afetadas. O governo também estuda ações semelhantes às implementadas durante a pandemia da Covid-19, como o pagamento de parte dos salários dos empregados em troca da manutenção de postos de trabalho.
Outras alternativas que estão na mesa, mas ainda não foram confirmadas, incluem o adiamento de tributos como FGTS, Simples Nacional e INSS patronal, além da suspensão de penalidades por inadimplência tributária.
Haddad também afirmou que o Brasil recorrerá da decisão norte-americana tanto nos Estados Unidos quanto em organismos internacionais. “Vamos levar às autoridades americanas os nossos pontos de vista e recorrer nas instâncias devidas, no sentido de sensibilizar que isso não interessa não só ao Brasil, mas à América do Sul”, disse o ministro.
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Tags: tarifaço EUA, Fernando Haddad, exportações brasileiras, sobretaxa de 50%, carne bovina, café, agronegócio, Ministério da Fazenda, economia brasileira, relações comerciais, guerra comercial, plano emergencial, emprego, crédito para exportadores