

Acusações incluem redes sociais e etanol | Foto: Embaixada dos EUA
16 de julho de 2025 — O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou nesta terça-feira a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil, atendendo a uma solicitação do presidente norte-americano Donald Trump. A decisão foi oficializada em documento público e ocorre seis dias após o anúncio do tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras aos EUA, com previsão de entrada em vigor em 1º de agosto.
A investigação foi iniciada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza os EUA a apurar práticas comerciais estrangeiras consideradas desleais. O documento cita acusações sem provas sobre temas como propriedade intelectual, meio ambiente, corrupção, comércio e etanol, levantando críticas ao comportamento do Brasil em relação a empresas e interesses norte-americanos.
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Segundo o embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, a ação investiga supostas medidas brasileiras que prejudicam empresas de mídias sociais norte-americanas. “A investigação tem por base práticas que afetam empresas, trabalhadores, agricultores e inovadores dos EUA”, afirmou, em declaração publicada no portal G1.
Além disso, o relatório acusa o Brasil de retirar isenções tarifárias ao etanol norte-americano, aplicar tarifas preferenciais a parceiros estratégicos, e negligenciar a proteção de propriedade intelectual.
O USTR também incluiu no documento críticas à política ambiental brasileira, alegando que o país não estaria cumprindo normas de combate ao desmatamento ilegal, o que, segundo os EUA, afetaria a competitividade de produtores agrícolas e madeireiros norte-americanos.
Outro ponto abordado é a suposta fragilidade no combate à corrupção e à transparência, o que geraria, segundo o governo dos EUA, insegurança para investidores internacionais.
A decisão também foi precedida por uma carta de Donald Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 9 de julho, justificando as tarifas com base no processo judicial contra Jair Bolsonaro. Embora não citado diretamente, o avanço do BRICS também é visto como pano de fundo da tensão comercial entre os países.
O governo brasileiro, por sua vez, já articula uma resposta ao tarifaço e deve encaminhar uma carta oficial à Casa Branca nos próximos dias, como parte de uma estratégia diplomática para evitar o agravamento da crise.
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Tags: Estados Unidos, Brasil, Donald Trump, investigação comercial, tarifas de importação, exportações brasileiras, USTR, comércio exterior, BRICS, Lula, etanol, desmatamento, corrupção, propriedade intelectual