

China condena uso de tarifas como coerção após ameaça de Trump ao Brics | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
07 de julho de 2025 – A China criticou a proposta do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu a aplicação de uma tarifa de 10% sobre países que se unirem ao Brics. A declaração foi rebatida nesta segunda-feira (4) pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, que destacou que o uso de tarifas como ferramenta de coerção é prejudicial para todos os envolvidos.
Durante entrevista coletiva, Mao Ning afirmou que medidas tarifárias unilaterais não contribuem para a estabilidade econômica global e prejudicam as relações comerciais internacionais. Segundo ela, “o uso de tarifas como coerção não beneficia ninguém”.
A fala ocorre em um momento de crescente tensão entre os Estados Unidos e a China, especialmente no campo comercial. A ameaça de Trump é vista como uma tentativa de desincentivar a aproximação de outros países ao Brics, bloco que hoje busca maior protagonismo na ordem econômica mundial.
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Fundado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China, o Brics posteriormente incorporou a África do Sul e, mais recentemente, expandiu-se para incluir países como Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos. A ampliação do bloco tem incomodado potências ocidentais, já que o grupo promove uma agenda de cooperação multilateral e desenvolvimento fora da esfera de influência dos Estados Unidos e da União Europeia.
A China tem se posicionado como defensora de um comércio internacional baseado em regras equitativas, e a resposta à ameaça de Trump reforça o compromisso de Pequim com a consolidação do Brics como polo alternativo na geopolítica global.
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